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12/05/2021 às 13h53min - Atualizada em 12/05/2021 às 13h47min

INGLÊS COMO LÍNGUA FRANCA (ILF): QUE INGLÊS É ESSE? E QUAIS SERIAM SUAS IMPLICAÇÕES EDUCACIONAIS?

Fernanda de Cássia Miranda
          Muitas nomenclaturas sobre a língua inglesa têm sido discutidas por teóricas e teóricos da Linguística Aplicada (Inglês como Língua Franca, Inglês Internacional, Inglês Global, Inglês como Língua Estrangeira/adicional, World Englishes), dentre outras, tanto em âmbito nacional quanto internacional. Por ser um idioma falado em vários países, (muito) além dos Estados Unidos e da Inglaterra, convém mencionar sobre seu uso em outros países que o utilizam como segunda língua e língua estrangeira/adicional, além de suas variadas manifestações linguísticas e comunicativas ao redor do mundo contemporâneo.
           Nesse sentido, ressalto a vertente do Inglês como Língua Franca (doravante ILF), que se refere às comunicações e interações entre falantes oriundos de diversos países e culturas que utilizam o inglês como formas e propósitos comunicativos variados, o que resulta numa quebra de paradigmas de que o inglês é falado apenas pelos norte-americanos e ingleses, ou ainda, que sua pronúncia e suas variedades linguísticas são  únicas e “corretas”.
           Ao promover essa descentralização de aspectos linguísticos e culturais dos “proprietários da língua inglesa”, considerando sua variedade no mundo contemporâneo, estudiosas e estudiosos da Linguística Aplicada e documentos norteadores da educação de instituições de ensino em todo o país, a saber, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), têm dado espaço para reflexões daquelas teorias, no sentido de ressaltar sua importância nas comunicações mundiais, pelo seu status de língua franca, e também, oportunizando uma abertura às questões sobre a interculturalidade, por considerar o inglês em seu contexto cultural (e atual) mais abrangente.
          Saindo do âmbito das teorizações e preconizações, é importante considerar de que forma essa perspectiva se aproxime de nossos aprendizes, tendo em mente, pequenas iniciativas direcionadas à vertente intercultural, um olhar mais atento e mais crítico com os materiais didáticos de língua inglesa (que por vezes, nos passam mensagens sutis, nos direcionando a valores hegemônicos, monolíngues e monoculturais), e sempre respeitando a realidade local e principalmente, a identidade dos nossos aprendizes. Obviamente, (caso o(a) docente opte por seguir essa perspectiva), isso é um desafio, mas promover um espaço de diálogo com outras culturas e pelo viés decolonial nas aulas de inglês é também um ato de humanização e de resistência na educação.
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Fernanda de Cássia Miranda

Fernanda de Cássia Miranda

Docente do Curso de Letras Português/Inglês da Universidade Estadual do Norte do Paraná, Centro de Letras, Comunicação e Artes, Campus de Jacarezinho

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