13/01/2023 às 00h17min - Atualizada em 13/01/2023 às 00h11min

A VIDA PEDE EQUILÍBRIO

Campanha Janeiro Branco

Marcelo Moya

Marcelo Moya

Psicanalista, membro docente do Instituto Ékatus da Escola Paulista de Psicanálise.

*Marcelo Moya
 
O Janeiro Branco é um movimento social voltado para o fomento de uma cultura de saúde mental na sociedade, levando o nome do Instituto responsável pela sua implantação em 2014. Seu objetivo é alertar e conscientizar a sociedade sobre as necessidades relacionadas à saúde mental das pessoas, visando uma humanidade mentalmente saudável, convidando entidades públicas e privadas, imprensa, empresas, organizações, etc para abraçarem a campanha entre seus pares.  
 
O mês de janeiro, por ser o primeiro do ano, é fonte de inspiração e reflexão sobre a vida e seus recomeços, uma portal entre ciclos que se fecham e se abrem nas vidas de todos nós. A cor branca foi escolhida por representar “folhas ou telas em branco” sobre as quais podemos projetar, escrever ou desenhar expectativas, desejos, histórias e mudanças com as quais sonhamos e desejamos concretizar.
 
A importância das campanhas
Campanhas geram conscientização, combatem tabus, mudam paradigmas, orientam os indivíduos e inspiram autoridades a respeito de importantes questões relacionadas às vidas de todo mundo! O Janeiro Branco é um projeto de ações e reflexões promovido por meio de diversas e criativas ações nos mais diversos ambientes. A campanha também alerta as autoridades governamentais e legislativas para abraçarem estratégias e políticas públicas voltadas para a promoção da Saúde Mental na na vida dos cidadãos.
 
Os desafios da saúde mental
Entre os transtornos mentais, estão as depressões e ansiedades, bipolaridade, esquizofrenia e outras psicoses como demência, deficiência intelectual e demais transtornos de desenvolvimento. Pesquisas apontam que 30% da população das Américas teve ou terá algum transtorno mental. No Brasil, estimativas recentes mostraram que os transtornos de depressão e ansiedade, por exemplo, respondem, respectivamente, pela quinta e sexta causa de anos vividos com incapacidade e são fontes em potencial do suicídio.
 
As contribuições da psicanálise
Para Sigmund Freud, criador da psicanálise, o 'normal' e 'patológico' se distinguem pela capacidade de uma pessoa poder amar e trabalhar, considerando que o amor e a disposição à criação e o labor eram frutos de um saudável processo de desenvolvimento psíquico. Uma análise pode ajudar a pessoa a lidar com suas experiências emocionais e apresentar aspectos dela própria que ela não consegue perceber por si mesma.


Desejos, frustrações, desilusões, baixa auto-estima, inveja, ressentimentos, impulsividades, dificuldades nos relacionamentos, sensações de incapacidade, inquietações nos pensamentos, infelicidade, repetições dos mesmos erros, escolhas sempre equivocadas, sensações de fracasso, insatisafação consigo mesmo, entre tantos outros sentimentos, emoções negativas e perturbações dos pensamentos, os quais, embora não descritos como patologias propriamente ditas, são geradores de grande angústia, sofrimento e conflito, e podem ser pensados e transformados numa análise, ajudando no crescimento, bem-estar mental, autoconhecimento e contribuindo para uma melhor qualidade de vida. 

"A prova de que estou recuperando a saúde mental, é que estou cada minuto mais permissiva: eu me permito mais liberdade e mais experiências. E aceito o acaso. Anseio pelo que ainda não experimentei. Mais espaço psíquico. Estou felizmente mais doida." (Clarice Lispector).

 
A vida pede equilíbrio. Quem cuida de mente cuida da vida!
Assista o vídeo da campanha: https://www.youtube.com/watch?v=-l0u4FeT7m8
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Marcelo Moya é psicanalista, membro efetivo e docente do Programa de Formação e Cursos de Extensão do Instiuto Ékatus da Escola Paulista de Psicanálise. Atende presencial em Jacarezinho na Clínica São Bento 2 e On-line para outras localidades. www.linktree.com/marcelomoya 
 
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