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18/09/2021 às 22h40min - Atualizada em 19/09/2021 às 00h00min

Ritmo lento de vacinação das grávidas preocupa especialistas

Menos de 14% das grávidas e das mulheres que acabaram de ter filhos tomaram as duas doses da vacina contra a Covid.

G1
https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2021/09/18/ritmo-lento-de-vacinacao-das-gravidas-preocupa-especialistas.ghtml
Menos de 14% das grávidas e das mulheres que acabaram de ter filhos tomaram as duas doses da vacina contra a Covid. Menos de 14% das gestantes no Brasil tomaram as duas doses da vacina contra a Covid
Especialistas estão preocupados com a vacinação das grávidas e mulheres que acabaram de ter filhos. Menos de 14% delas tomaram as duas doses da vacina contra a Covid.
A alegria da gravidez planejada se misturou com o medo da pandemia. Julia estava de quatro meses quando a vacina tão esperada chegou, e veio na hora certa.
“Eu consegui tomar a primeira dose e depois de um mês mais ou menos eu contraí o vírus. Só que graças a Deus e à vacina eu não tive sintomas graves”, conta Julia Fernandes Monteiro.
Julia já tomou a segunda dose e espera a chegada de Guilherme para novembro. Uma alegria interrompida para muitas gestantes. Desde o início da pandemia, o Brasil registra quase 1,9 mil mortes por Covid de grávidas e puérperas. É um grupo de alto risco.
“Quando uma mulher está grávida existem inúmeras mudanças no organismo dela, especialmente na parte respiratória e na parte cardíaca. Como a Covid atinge esses órgãos, a gente acaba tendo uma evolução pior na mulher que está gestante e mesmo na puérpera, que é aquela que acabou de ter o neném ou teve o neném até 45 dias após o parto”, explica Rossana Pulcineli Francisco, presidente da Associação de Obstetrícia e Ginecologia de SP.
Mulheres grávidas e que acabaram de ter bebês foram incluídas entre os grupos prioritários para vacinação em abril. São pouco mais de 3 milhões que deveriam estar imunizadas. Mas até agora pouco mais de 420 mil tomaram as duas doses.
Mesmo os três estados que mais vacinaram ainda não garantiram a primeira dose nem para metade das grávidas e puérperas. Os estados que menos aplicaram a primeira dose são Amapá, Ceará e Roraima.
“Todos os dados que nós temos mostram que a vacina é segura para as gestantes, para as mulheres que acabaram de ter os seus filhos e também para aquelas que estão amamentando. Sendo que não existe nenhuma evidência também de algum prejuízo tanto para os seus fetos quanto para os seus bebês que já nasceram”, diz Rossana.
A recomendação do Ministério da Saúde é que seja aplicada preferencialmente a vacina da Pfizer e, na falta dela, a CoronaVac, vacinas que também foram liberadas para completar a imunização daquelas que tomaram a primeira dose da AstraZeneca. Em maio, a vacina da AstraZeneca passou a ser contraindicada para gestantes.
Danielle bem que queria ter se protegido quando estava grávida, mas tomou as duas doses já com o bebê nos braços.

“Quando ele nasceu ainda não tinha vacina. Então quando eu tive a chance de tomar a vacina - eu estou amamentando ainda -, para mim foi maravilhoso, porque uma vacina acaba protegendo duas vidas”, diz a bancária Danielle Aronchi.

Fonte: https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2021/09/18/ritmo-lento-de-vacinacao-das-gravidas-preocupa-especialistas.ghtml
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