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24/09/2021 às 16h33min - Atualizada em 25/09/2021 às 01h20min

Setembro Lilás coloca luz às discussões sobre Alzheimer

Apesar de não haver cura para este diagnóstico, rotina e atividades regulares podem amenizar os sintomas e o avanço da doença

DINO
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Neste mês, acontece a campanha Setembro Lilás, em referência ao Dia Mundial da Doença de Alzheimer (21/09). Esta é uma oportunidade para sensibilizar a população sobre a doença que atinge 1,2 milhão de brasileiros, segundo a ABRAZ (Associação Brasileira de Alzheimer). Os dados são alarmantes: a cada três segundos, um novo diagnóstico de demência acontece pelo mundo; e seis em cada dez são de Alzheimer.

O Alzheimer é um tipo de demência que afeta, principalmente, pessoas acima dos 65 anos. É uma condição neurodegenerativa, ainda sem cura, que atrofia o cérebro de maneira lenta e prejudica funções cognitivas, comportamentais, entre outras. Se identificado precocemente, é possível amenizar os sintomas e o avanço do quadro, por meio de tratamentos que garantem melhor qualidade de vida ao idoso e seus familiares.

De acordo com a geriatra e responsável médica da Cora Residencial Senior, doutora Ana Catarina Quadrante, a subnotificação e a falta de estímulos no idoso podem contribuir para os avanços do estágio da doença. É preciso tempo, dedicação e saber lidar com idosos em momentos de agressão ou irritabilidade, perda de memória contínua, recusa em colaborar com o tratamento ou síndrome do pôr do sol, como exemplos.

"Os idosos portadores dessa condição necessitam de cuidados específicos. Por isso, é preciso oferecer o cuidado com uma equipe multidisciplinar e humanizada, promovendo qualidade de vida e bem-estar não só do idoso, mas de sua família", afirma a especialista.

Quando a família percebe que necessita de ajuda para cuidar do idoso com Alzheimer, é preciso buscar um local que tenha expertise e promova acolhimento e evolução no bem-estar e qualidade de vida, atuando de forma humanizada.

Rotina e estímulos retardam o avanço do Alzheimer

Embora o Alzheimer não tenha cura, através de estímulos físicos e cognitivos - como caminhadas, rodas de conversa e artesanato - são possíveis ganhos em independência e qualidade de vida. "Como exemplo, antes de entrar na Cora, uma residente não andava sozinha, não interagia e utilizava fraldas. Ao participar das atividades dentro do Residencial, voltou a se locomover e não precisou mais utilizar fraldas", celebra a enfermeira Joely Malachia, coordenadora de qualidade da Cora Residencial Senior.

Na Cora, a equipe multidisciplinar é formada por médicos geriatras, enfermeiros, cuidadores, farmacêuticos, nutricionistas e fisioterapeutas, que realizam um trabalho em grupo, acompanhando o quadro clínico do residente. A equipe realiza reuniões frequentes para analisar a situação de cada idoso.

Os idosos, mesmo com a doença avançada, precisam ser estimulados e respeitados, considerando cada um de maneira individual e especial. O idoso com Alzheimer possui maior necessidade de contar com uma rotina e acompanhamento constante. A rotina traz para ele mais segurança e diminui a agitação, agressividade e recusa. No caso de idosos com Alzheimer, as atividades também precisam ser focadas para seu estágio cognitivo.

De acordo com Joely, os profissionais da Cora utilizam diversas estratégias, conforme as características de cada residente.

"Em alguns casos, o uso de música é excelente para atingir este objetivo. Por exemplo, temos um caso de uma residente que se recusava a participar das atividades, mas mudou de ideia quando a profissional colocou uma música de seu agrado" finaliza a especialista.



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