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23/10/2021 às 23h12min - Atualizada em 24/10/2021 às 00h00min

Exposição em SP homenageia centenário de Clarice Lispector

A exposição seria realizada no ano passado, mas teve que ser adiada por causa da pandemia. Para marcar o centenário, uma parte da exposição é dedicada à cronologia, aos manuscritos de Clarice e às fotos da vida inteira.

G1
https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2021/10/23/exposicao-em-sp-homenageia-centenario-de-clarice-lispector.ghtml
A exposição seria realizada no ano passado, mas teve que ser adiada por causa da pandemia. Para marcar o centenário, uma parte da exposição é dedicada à cronologia, aos manuscritos de Clarice e às fotos da vida inteira. Exposição sobre Clarice Lispector abre ao público em São Paulo
Abriu neste sábado (23) ao público, em São Paulo, uma exposição em homenagem ao centenário de Clarice Lispector, nome fundamental da literatura brasileira.
“Viver é sempre questão de vida e morte, daí a solenidade.” A frase do romance “Paixão segundo G.H.” abre a exposição Constelação Clarice, no Instituto Moreira Salles, em São Paulo.
Ao lado, a escultura “Calendário da Eternidade”, de Maria Martins. Desde a entrada, o público acompanha um diálogo entre os textos de Clarice Lispector e obras de artistas plásticas contemporâneas da escritora.
“É uma aproximação que de uma certa forma já está dada na obra dela. Ela tem várias protagonistas que são artistas plásticas. Então ao aproximar a Clarice Lispector dessas artistas plásticas, nós queremos que também proporcione uma nova visão da obra da própria Clarice Lispector”, diz Veronica Stigger, curadora da exposição.
A “Mulher Mutante”, de Regina Vater, dá forma ao texto de Clarice: “Tenho um corpo e tudo o que eu fizer é continuação do meu começo.”
Ela também escreveu: “Perder-se significa ir achando e nem saber o que fazer do que se for achando.” A frase dá novo sentido às fotos de “O estranho desaparecimento”, de Vera Chaves Barcellos.
Entre palavras e imagens, os leitores conhecem a relação de Clarice Lispector com a casa em que ela dizia não caber. Ou com o início de tudo porque, para ela, tudo começou com um “sim”.
“Ela é gráfica. Ela consegue em palavras fazer com que a gente visualize de tudo o que ela escreve”, afirma a industriária Alexandra Menezes.
Era também artista plástica. Amadora, nunca expôs os quadros que pintou.
“Eu achei uma maneira muito interessante de rever a obra da Clarice, até pela relação que ela tinha com as artes plásticas, visuais”, diz a jornalista Mariana Delfini.
O plano era fazer essa exposição no ano passado, para comemorar o centenário de Clarice Lispector. Aí veio a pandemia e deixou tudo muito estranho. Mas não há atraso em inaugurar a mostra agora, como a autora escreveu: “Quando estranho a vida aí é que começa a vida.”
Para marcar o centenário, uma parte da exposição é dedicada à cronologia, aos manuscritos de Clarice, às fotos da vida inteira.
“Tenho toda a obra dela na minha casa, já li muito, leio desde jovem. Então, para mim é uma quase uma honra ver a máquina de escrever onde ela trabalhou, as fotos de como ela viveu, os manuscritos”, conta a professora de inglês Gabriela Fróes.
A exposição termina com manuscritos do livro “Um sopro de vida”, que ela deixou inacabado. E com a última frase que ficou pela metade: “Eu… eu… não. Não posso acabar. Eu acho que…”

Fonte: https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2021/10/23/exposicao-em-sp-homenageia-centenario-de-clarice-lispector.ghtml
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