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30/11/2021 às 18h52min - Atualizada em 01/12/2021 às 00h00min

Justiça nega prisão domiciliar para vereador preso em operação que apura corrupção e ‘rachadinha’ em Bauru

Segundo a defesa de Luiz Carlos Bastazini, o Carlinhos do PS (PTB), juíza entendeu que o uso de bolsa de colonoscomia não atrapalharia o vereador na cadeia; assessor da presidência da Câmara que está entre os outros cinco presos na operação foi exonerado.

G1 - Bauru, Marília (SP)
https://g1.globo.com/sp/bauru-marilia/noticia/2021/11/30/justica-nega-prisao-domiciliar-para-vereador-preso-em-operacao-que-apura-corrupcao-e-rachadinha-em-bauru.ghtml

Segundo a defesa de Luiz Carlos Bastazini, o Carlinhos do PS (PTB), juíza entendeu que o uso de bolsa de colonoscomia não atrapalharia o vereador na cadeia; assessor da presidência da Câmara que está entre os outros cinco presos na operação foi exonerado. Vereador Carlinhos do PS e mais cinco suspeitos são presos em operação que apura denúncia de corrupção e 'rachadinha' em Bauru
Tv Tem/Reprodução
A Justiça negou na tarde desta terça-feira (30) a substituição da prisão temporária do vereador de Bauru (SP) Luiz Carlos Bastazini, o Carlinhos do PS (PTB), em prisão domiciliar. A informação é da defesa do parlamentar, que fez o pedido.
O vereador e outras cinco pessoas ligadas a ele foram detidos na segunda-feira (29) durante operação da Polícia Civil que apura denúncias de corrupção, cooptação de eleitores e “rachadinha”. Pela manhã, a Justiça já havia decidido manter, em audiência de custódia, a prisão temporária do vereador.
Além do vereador, os outros presos são dois assessores parlamentares e outras três pessoas ligadas a um grupo político. Os seis foram encaminhados para cadeia pública de Avaí, onde devem cumprir a prisão temporária de cinco dias - que termina na sexta-feira (3), mas pode ser prorrogada ou convertida em preventiva.
Câmara de Bauru exonera assessor envolvido no caso da ‘rachadinha’
Segundo a defesa do vereador, a Justiça indeferiu o pedido de substituição da prisão preventiva pela domiciliar ao não aceitar a tese de que o uso de uma bolsa de colonoscomia atrapalhasse o vereador que, segundo a Justiça, não o impedia de desempenhar suas funções enquanto estava em liberdade.
A defesa de Carlinhos do PS informa que agora vai pedir a revisão da decisão como também um pedido de habeas corpus para o vereador.
A defesa do parlamentar também avalia disponibilizar à Justiça a possibilidade de o vereador se afastar do seu cargo, já que um dos argumentos da Justiça para impedir que ele seja solto seria o fato de que, em liberdade, ele pode prejudicar as investigações.
Suspeito exonerado
A Mesa Diretora da Câmara de Bauru comunicou nesta terça-feira a exoneração do assessor parlamentar Gleison Aparecido Contador, que estava lotado na Presidência da Casa. A publicação deverá ocorrer na próxima edição do Diário Oficial do Município. Gleison é um dos cinco detidos ligados a Carlinhos do PS.
Segundo a Câmara, o servidor comissionado já estava nomeado quando o atual presidente da Casa de Leis, Markinho Souza (PSDB), assumiu a presidência da Mesa Diretora fevereiro deste ano. A reportagem não conseguiu localizar a defesa de Gleison.
Também nesta terça-feira, a vereadora Estela Almagro (PT), presidente da Comissão de Ética e Decoro Parlamentar, protocolou um requerimento pedindo a instauração de um procedimento dentro da comissão para apuração da conduta do vereador investigado.
Operação
Na segunda-feira, foram cumpridos mandados por policiais da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic). Um deles na casa do parlamentar, onde os policiais encontraram R$ 63 mil em dinheiro, cestas básicas, contas de terceiros e uniformes de futebol.
Ainda segundo a polícia, o vereador tinha o cadastro de 20 mil bauruenses com os números dos títulos eleitorais. As investigações apontam que ele distribuía cestas básicas e chegava a pagar contas de água e luz em troca de votos. Carlinhos do PS está em seu quarto mandato do vereador.
Em entrevista à Tv Tem, o delegado Gláucio Eduardo Stocco explicou que as investigações começaram há cinco meses a partir de denúncias iniciais apresentadas pelo presidente da Emdurb, Luiz Carlos da Costa Valle. Segundo ele, Carlinhos teria cobrado a demissão dos servidores para novas contratações indicadas por ele.
Vereador e 5 suspeitos são presos em operação que apura denúncia de 'rachadinha' em Bauru
“O presidente da Emdurb foi cobrado pelo vereador a partir do momento que o novo Poder Executivo assumiu. E todos os cargos em comissão foram cortados para serem recontratados, segundo o critério da nova administração”, explica o delegado.
Ainda segundo o delegado, a partir da denúncia, a Polícia Civil evidenciou que o vereador tinha direito a indicar cargos na Emdurb. Com a indicação e a conivência do Poder Executivo, o servidor ingressava no cargo e era obrigado a integrar a “rachadinha” do salário com o agente político, informou a polícia.
DEIC cumpre prisão de vereador de Bauru e mais cinco em inquérito que apura “rachadinha"
Thaís Andrioli /Tv Tem
Durante as buscas na casa do vereador nesta segunda-feira, a Polícia Civil descobriu uma lista de possíveis eleitores com o favor que cada um solicitou ao vereador, além dele indicar funcionários para cargos públicos.
Além do crime de "rachadinha", os seis presos são suspeitos de organização criminosa, corrupção passiva, crime de concussão e corrupção eleitoral.
Prisão temporária de vereador na sede da DEIC determinada pelo Judiciário é de cinco dias
Tv Tem /Reprodução
Nesta manhã, o presidente da Câmara de Vereadores de Bauru, o vereador Marcos de Souza, o Markinho (PSDB) e consultor jurídico da casa, se reuniram com os responsáveis pela investigações para obter mais detalhes.
Com isso, a Câmara foi formalmente oficializada das investigações da Polícia Civil e também foi informada que pode solicitar ao Judiciário o pedido para que o Legislativo tenha acesso aos autos do processo, que segue em segredo de Justiça.
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Fonte: https://g1.globo.com/sp/bauru-marilia/noticia/2021/11/30/justica-nega-prisao-domiciliar-para-vereador-preso-em-operacao-que-apura-corrupcao-e-rachadinha-em-bauru.ghtml
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