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07/12/2021 às 18h36min - Atualizada em 08/12/2021 às 00h00min

Motorista suspeita de causar acidente que matou motociclista em Curitiba presta depoimento à polícia

De acordo com a polícia, testemunha disse que Guilherme Fiares bateu em poste após ser fechado por carro, que fugiu do local. Ele tinha 36 anos e morreu no domingo (5); motorista foi ouvida e liberada.

G1 - Norte, Nordeste PR
https://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2021/12/07/motorista-suspeita-de-causar-acidente-que-matou-motociclista-presta-depoimento-a-policia.ghtml

De acordo com a polícia, testemunha disse que Guilherme Fiares bateu em poste após ser fechado por carro, que fugiu do local. Ele tinha 36 anos e morreu no domingo (5); motorista foi ouvida e liberada. Motorista suspeita de causar acidente que matou motociclista presta depoimento à polícia
A Polícia Civil do Paraná identificou e ouviu nesta terça-feira (7) a motorista suspeita de causar o acidente que matou o motociclista Guilherme Fiares, de 36 anos, na Linha Verde, em Curitiba. Após prestar depoimento, a mulher foi liberada.
O acidente ocorreu no domingo (5). Conforme a Polícia Militar (PM), uma testemunha disse que o motociclista bateu no poste após ser fechado por um carro, que fugiu do local.
A polícia informou que busca por imagens de câmeras de segurança próximas do local do acidente.
'Tinha a vida inteira pela frente', diz irmã de motociclista que morreu após bater em poste
Duas testemunhas foram até a Delegacia de Delitos de Trânsito e prestaram depoimento. Uma delas contou aos policiais que no dia do acidente se aproximou da motorista do veículo envolvido na batida e ouviu dela que o socorro estava sendo chamado. Contudo, logo depois ela fugiu do local.
De acordo com o delegado Edgar Santana, responsável pelo caso, a motorista pode responder por crimes que somados tem penas de até sete anos de prisão.
"O inquérito policial foi instaurado por homicídio culposo na direção de veículo automotor, com causa de aumento por omissão de socorro e também pelo crime de afastar-se do local do acidente. O somatório das penas pode chegar até sete anos de detenção e mais a suspensão do direito de dirigir, que pode variar de um período de dois meses a cinco anos".
O delegado afirmou que ainda está em fase inicial do inquérito policial e outras diligências estão sendo realizadas.
"Precisamos aguardar os laudos periciais e outras provas que a Polícia Civil está produzindo. Nada impede que ao concluir o inquérito policial a gente modifique a natureza, a depender da circunstância podendo encaixar inclusive um eventual dolo", disse Santana.
Guilherme Fiares deixou uma filha de 12 anos.
"A gente não deseja o mal para ninguém, muito pelo contrário. Nós queremos a nossa paz, queremos que a pessoa seja responsabilizada pelo que fez porque ela poderia ter prestado socorro", disse a irmã de Guilherme, Márcia Fiares.
Acidente aconteceu neste domingo (5), na Linha Verde, em Curitiba
Ramon Pereira/RPC
Formado em educação física, Guilherme trabalhava atualmente como personal trainer em uma academia.
"Era um menino maravilhoso, correto, honesto, perfeito. Adorava adrenalina, esportes e trabalhava com bungee jumping também, fazia saltos, fazia esportes de aventura e tinha paixão por motocicleta. Era apaixonado por moto, mas teve essa infelicidade", comentou a irmã.
Guilherme Fiares era personal trainer e tinha 36 anos
Arquivo pessoal
Márcia conta que dos seis irmãos, Guilherme era o caçula. Quando a mãe deles estava grávida do Guilherme, o pai morreu aos 39 anos.
"Ele nem chegou a conhecer o pai. Meu pai morreu de traumatismo craniano, exatamente igual ele. Só que o pai teve um mal súbito, ele tinha bronquite asmática, caiu e bateu a cabeça", relatou Márcia.
Guilherme Fiares e a mãe Joana
Arquivo pessoal
Há exatamente um ano, Guilherme sentiu a dor que a família e os amigos dele estão sentindo com a perda dele. A namorada dele morreu aos 32 anos em decorrência de um câncer de mama.
"Ela faleceu no Hospital Erasto Gaertner, bem próximo onde ele também se foi. É surreal. Ele estava sofrendo muito quando acompanhou todo o tratamento da namorada. Ele que cuidada, que acompanhava. Ela teve um AVC nos últimos momentos, e era ele que fazia fisioterapia nela, dava banho, carregava. Até no dia que ela morreu, ele ficou lá, comprou milhares de rosas e, para cada pessoa que chegava, ele dava uma rosa para a pessoa colocar no caixão dela".
Márcia disse que mesmo em meio a tanto sofrimento em perder o irmão, vai guardar os momentos bons que viveu ao lado dele.
"Ele tinha milhares de sonhos. Ele queria cuidar da filha dele, queria cuidar da minha mãe, porque ele morava com minha mãe. Ele queria comprar um apartamento também. Ele vivia o hoje, não era de fazer plano a longo prazo, ele vivia todos os dias, por isso que o que conforta o coração da gente é isso, é saber que ele foi, mas fez tudo o que quis. Ele viveu, viveu muito, mas podia estar aqui", contou a irmã.
Guilherme Fiares era personal trainer e tinha 36 anos
Arquivo pessoal
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Fonte: https://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2021/12/07/motorista-suspeita-de-causar-acidente-que-matou-motociclista-presta-depoimento-a-policia.ghtml
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