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14/07/2020 às 12h31min - Atualizada em 14/07/2020 às 12h31min

​Testes em massa para enfrentar a pandemia

Laboratório da Forrest Brasil em Jacarezinho pode dar o resultado de PCR em até 48 horas

Assessoria
Antônio de Picolli
O fato de o Brasil ter atingido quase dois milhões de pessoas contaminadas e registrar mais de 72 mil mortes, no momento de flexibilização da quarentena, reforça o alerta de especialistas da área de saúde quanto ao risco da pandemia seguir um ritmo galopante se não houver uma testagem em massa para isolar os contaminados, principalmente considerando o grande número de pessoas assintomáticas que podem estar transmitindo o vírus.

Foi justamente neste sentido que a Forrest Brasil Tecnologia, empresa de biotecnologia instalada na sede do Tecpar, em Jacarezinho, está aproveitando sua estrutura de exames PCR para detecção da dengue entre outras doenças provocadas pelo mosquito Aedes aegypt, voltando seu foco neste momento para diagnósticos de infecção do novo coronavírus.

O laboratório, único na região, foi credenciado pelo Lacen – Laboratório Central do Paraná, com quem atua em parceria. Além disso, a Forrest está estabelecendo parcerias com laboratórios da região, um deles o Laboratório Ximenes, com sede em Jacarezinho e unidades em outras cidades.

Isso facilita o acesso da comunidade regional, principalmente pela estrutura disponibilizada pela Forrest em Jacarezinho, capaz de liberar o9 resultado de exames pelo método PCR, o mais confiável no mundo até o momento.    

Testes em massa

O diretor operacional da Forrest Brasil, Ricardo de Castro Menezes Costa, a subnotificação de casos de contaminação por assintomáticos é uma realidade. Segundo ele, muitas pessoas acham que não são transmissoras, pois não têm sintomas, isto pode ser um sinal verde para que assintomáticos relaxem quanto à prevenção e contribuam para que a pandemia siga em ritmo galopante, principalmente no momento em que o País atinge quase dois milhões de contaminados e mais de 72 mil mortes.

Ele comunga com a opinião da biomédica Dra. Alexandra Reis, Ph.D. em vírus respiratórios pela USP e pós-doutorada em Biologia Molecular e Diretora Científica da Testes Moleculares, que realiza testes em massa pelo método PCR.

A cientista lembra que, segundo publicações científicas, até 41% da população podem estar infectados e são assintomáticos. “Por isso é fundamental a testagem em massa, e pelo método PCR, para que seja possível identificar as pessoas portadoras do vírus e isolá-las, pois esta é a única forma do País ter um controle epidemiológico”, defende a Diretora Científica da Testes Moleculares.

O método PCR, destaca a Dra. Alexandra, é o único que identifica quem de fato está com o vírus ativo e é potencial transmissor, e permite detectar a contaminação desde o primeiro dia, mesmo em casos assintomáticos, dependendo da carga viral. “Desta forma, é possível criar uma estratégia de isolamento efetiva e ter o controle da contaminação pelo SARS-CoV-2.”

Contudo, o Brasil ainda testa muito pouco a sua população, comparado a outros países. Outra preocupação é com o surgimento de inúmeros testes atualmente no mercado, cuja eficácia é duvidosa. “Já existem outros testes de biologia molecular aplicados para o diagnóstico molecular dos Sars-CoV-2, como a PCR LAMP, porém com poucos trabalhos científicos que referenciem sua eficácia, sendo que a especificidade desses testes tem se situado, ainda, no máximo em 80%”, observa.

O teste aplicado pela Forrest é um PCR em tempo real, de alta sensibilidade e especificidade, que apresenta quase 100% de eficiência nos resultados, sem risco de falsos negativos e positivos.

Nos casos de parcerias como o da Forrest com o Laboratório Ximenes, a coleta é feita pelo credenciado, mas o teste é realizado nos laboratórios da empresa em Jacarezinho, conferindo rapidez e confiabilidade. A empresa está preparada para atender prefeituras que queiram realizar testes em massa como vem ocorrendo em várias cidades do Brasil, a forma mais eficiente de combater a pandemia de coronavírus, assinala Renato Azevedo.

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