11/02/2022 às 12h28min - Atualizada em 11/02/2022 às 12h28min

​Represa de Jurumirim chega próximo dos 40% da capacidade devido às chuvas

Em dezembro, a represa chegou a ficar abaixo de 20% da capacidade, o que revelou uma descoberta: uma ilha que estava submersa

A Voz do Vale
https://avozdovale.com.br/online/chuvas-elevam-volume-dos-reservatorios-e-represa-de-jurumirim-esta-proximo-dos-40-da-capacidade/
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As chuvas que caíram na região nas últimas semanas resultaram na melhora do volume de água na Represa de Jurumirim. Dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) do início da semana apontam que a capacidade da represa chegou a 39,96%. As informações são do jornal A Voz do Vale.

Em dezembro, a represa chegou a ficar abaixo de 20% da capacidade, o que revelou uma descoberta: uma ilha que estava submersa.

A ilha estava submersa há vários anos, mas devido ao baixo nível de chuvas, associada ao aumento da vazão para a geração de energia, a área foi crescendo e já atinge o tamanho de cinco campos de futebol. Ao redor da ilha, vários tocos de árvores também aparecem.

Ativistas de uma ONG que defende o meio ambiente estiveram na represa. Outros ativistas foram convidados para fazer uma análise da situação. Um deles chegou a acampar na ilha.

Energia
A alta no volume de água nas represas ainda não vai aliviar as contas de luz.

A energia nas usinas termelétricas é gerada pela queima de combustível, como óleo diesel, gás natural, carvão mineral e a madeira. Por isso, em média, o preço de produção é três vezes mais caro do que o das usinas hidrelétricas, que produzem energia a partir da água que passa pelas turbinas das usinas.

O consumidor que está ansioso por um alívio na conta de luz se pergunta: por que o governo não faz imediatamente o caminho inverso, aumenta o uso da energia mais barata nas usinas hidrelétricas e manda reduzir a produção das termoelétricas?

Especialistas consideram que o governo, que demorou para agir quando a estiagem afetou os reservatórios, agora está de novo perdendo tempo precioso para negociar com as termelétricas.

“Os contratos que foram feitos por conta da ameaça da crise hídrica estão aí e agora vai ter que ser um processo de renegociação. Alguém vai ter que pagar essa conta também para quem produziu essa energia termelétrica ou deixou de produzir essa energia termoelétrica. Ou seja, é uma equação complicada e eu não diria que a gente vai ter da noite para o dia uma solução. Talvez uma transição em função hoje da nova situação do setor elétrico é muito mais favorável às hidrelétricas”, diz David Zylbersztajn, ex-diretor-geral da ANP.

Enquanto isso, a maior termelétrica do país, a Porto de Sergipe, produz a pleno vapor. E pelo menos três usinas estão jogando água fora por não ter como escoar toda a energia que podem produzir.

Tucuruí e Belo Monte, no Pará, e Sobradinho, na Bahia, têm capacidade para gerar 20% da energia hidrelétrica do país. Mas elas não podem aumentar a produção sem a autorização do Operador Nacional do Sistema. E, ainda que produzissem mais energia, algumas linhas de transmissão que ligam o norte-nordeste ao centro-sul estão sendo usadas pelas termelétricas.

Em nota, o ONS disse que a termelétrica Porto de Sergipe utiliza Gás Natural, cujo despacho é definido com 60 dias de antecedência. Portanto, não é possível reduzir de imediato o despacho, pois a compra do combustível é feita de forma antecipada; e que prioriza a compra da energia das termelétricas sempre partindo da premissa das mais baratas para as mais caras.

O ONS ainda argumenta que os reservatórios, embora com níveis mais altos, ainda não estão recuperados para que atravessemos o próximo período de seca, que começa entre março e abril, de forma segura e tranquila.

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