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27/07/2020 às 23h14min - Atualizada em 27/07/2020 às 23h14min

Rodovias estaduais de terra não têm projeto de pavimentação

DER afirma que não existe previsão para obras em trechos sem pavimento de rodovias da região

Tribuna do Vale
Divulgação
A dura realidade de milhares de moradores do Norte Pioneiro que trafegam por trechos sem pavimentação de rodovias estaduais não tem perspectiva de melhora nos próximos anos. De acordo com o DER/PR (Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná) não existe projetos ou previsão para que esses locais sejam asfaltados.

O assunto voltou à tona após uma matéria da Tribuna do Vale veiculada no mês passado trazendo relatos de moradores de Santana do Itararé sobre as dificuldades de trânsito para Siqueira Campos, onde o caminho mais curto (via PR-272) obriga ao tráfego por um trecho de aproximadamente 18 quilômetros de estrada de terra. Já o trajeto por trechos integralmente pavimentados (Via PR-151 e PR-092, por Wenceslau Braz) tem quase o triplo da distância.

Após a publicação da reportagem houve uma série de contatos por parte de moradores que convivem com outros trechos de rodovias de terra na região, e enfrentam basicamente os mesmos problemas relatados na matéria citada. São casos da PR-151 entre São José da Boa Vista e Sengés, PR-151 entre Santana do Itararé e Salto do Itararé e novamente PR-151 entre Salto do Itararé e Carlópolis.

Todos estes trechos possuem quilometragem superior a 20 quilômetros de extensão e passam por comunidades rurais e inúmeras propriedades com diferentes tipos de produção agrícola. Embora exista esforços de prefeituras e do próprio DER em manter as vias em condições aceitáveis de tráfego, garantindo ao menos o escoamento das produções rurais e transporte escolar sem maiores dificuldades, a pavimentação poderia fomentar o desenvolvimento de regiões que sofrem há décadas com a falta de investimentos e o êxodo principalmente das gerações mais novas.

Entretanto, qualquer obra de pavimentação nesses locais demandaria investimentos milionários, o que contrasta por completo com a realidade da economia do governo estadual. As duas obras de infraestrutura previstas para a região agora, pavimentação do Contorno Sul em Wenceslau Braz e duplicação do trecho urbano da PR-092 em Siqueira Campos, só acontecem graças a um financiamento do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento).

Segundo resposta da assessoria de imprensa do DER feito ao questionamento feito pela Tribuna do Vale, não existe previsão de realização obra de infraestrutura em rodovias da região. A realidade destes trechos se limita a investimentos para cascalhamento e melhorias nos sistemas de drenagens, que têm sido feitos pelo DER.

SÃO JOSÉ – SENGÉS

Um trecho emblemático desta situação está entre São José da Boa Vista e Sengés, onde são 33 quilômetros de estrada de chão. O local é um importante rota de ligação entre Norte Pioneiro e Sul de São Paulo – especialmente o município de Itararé, polo regional comercial e universitário.

O trecho, que tem o distrito de Reianópolis e um grande número de propriedades rurais em seu entorno, é ainda rota de linha comercial de ônibus interestadual. Ainda assim, o asfalto, inúmeras vezes prometido, nunca chegou a ser efetivamente ser concretizado.

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