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22/03/2022 às 13h07min - Atualizada em 22/03/2022 às 13h07min

​“Queremos justiça! Mateus foi executado covardemente. Foi um crime de racismo”

Jovem de 22 anos foi assassinado na noite de sábado (19) após discussão por som alto

Gladys Santoro - Tá No Site
Divulgação
Inconformado, triste e muito revoltado, R.Q., 25 anos e amigo de infância de Mateus Alexandre Matos, o Chocô, 22, morto na madrugada do último sábado, 19, com um tiro disparado a queima roupa, no Parque dos Mirantes, em Jacarezinho/PR, clama por justiça: “Ouvir som supostamente alto não é motivo para matar. Ele morreu por nada, covardemente, já que atiraram pelas costas”, disse acrescentando. “Eles estavam em cinco em um carro ouvindo som – três rapazes e duas mulheres – e atiraram no negro. Isso é racismo”, afirmou salientando: “Punir os culpados não vai trazer meu amigo de volta, mas fará justiça. Os pais e o irmãozinho de seis anos estão arrasados. Nenhuma mãe merece ser acordada de madrugada para saber que seu filho foi assassinado”.

Segundo R.Q., Mateus não era bandido e não tinha inimizades. Era um rapaz como outro qualquer da idade dele.  “Eu não estava junto naquele dia, mas fui o primeiro a saber. Nós éramos amigos de infância, crescemos juntos e nos víamos diariamente. Nós estivemos em Assis/SP um dia antes do crime. Um dos rapazes que estavam junto me ligou na hora e disse: “Mataram o Mateus na minha frente. Atiraram nele. Ele morreu na hora”. Fiquei desesperado e fui lá. O local onde eles estavam estacionados fica a cerca de 100 metros da casa do atirador. O som do carro que ele estava é normal, não tem amplificador. Pode ser até que a conversa deles estivesse mais alta que o som do carro. De qualquer forma, não se mata por isso”, disse.

R.Q. ainda contou que os cinco amigos estavam no carro na rua Rita Fernandes Vieira. “Era por volta das 4 da manhã de sábado, e o morador da casa da esquina, o policial aposentado Álvaro de Souza Revoredo, saiu gritando com eles sobre o barulho naquela hora da madrugada, e foi para cima do Mateus. No meio da discussão, o policial aposentado falou para seu filho, Pedro Henrique Revoredo Coppi: “Vai pegar lá dentro”, e o rapaz entrou na casa e saiu com uma arma na mão. Nesse instante, Álvaro já havia derrubado Mateus, e quando ele foi se levantar levou um tiro nas costas, desferido por Pedro, que acertou perto da nuca do meu amigo, que morreu na hora”, lamentou.

Na sequência, segundo R.Q., Álvaro tirou a arma da mão do filho e apontou para os amigos de Mateus. Os dois rapazes conseguiram correr e entrar no carro, que foi alvejado por diversas vezes, mas não acertou nenhum dos ocupantes. As meninas ficaram junto ao corpo de Mateus. Pai e filho sumiram na mesma noite.

Mateus trabalhava online em um site de poker. Ele chegou a fazer faculdade, curso de Ciências Econômicas, mas trancou a matrícula no último ano.

Polícia não informa
A Polícia Civil de Jacarezinho disse que por conta de uma Resolução emitida em março deste ano, pelo Conselho da Polícia Civil do Estado, não é permitida a divulgação de informações à imprensa de casos dessa natureza. Portanto, a reportagem não tem fontes legais para informar com veracidade, se pai e filho ainda estão desaparecidos, se já se entregaram ou se contrataram um advogado de defesa para intermediar as ações. Segundo R.Q., a arma do crime já estaria nas mãos da polícia. “Não sei se é verdade. Ouvi dizer”, disse ele.


 

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