31/05/2022 às 17h57min - Atualizada em 01/06/2022 às 00h00min

UEL realiza pesquisa inédita sobre saúde bucal e uso de cigarro eletrônico

Os cigarros eletrônicos, conhecidos também como pendrive, pod ou vape, se tornaram populares entre os jovens nos últimos anos. Há discussões sobre a proibição do uso no país e ainda não se sabe o quanto ele faz mal à saúde. É justamente para investigar os efeitos na saúde bucal que será feito um levantamento entre os estudantes da UEL, por meio do projeto de pesquisa, ensino e extensão denominado “Formas alternativas de consumo de tabaco entre estudantes universitários e sua relação com a saúde bucal”

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UEL realiza pesquisa inédita sobre saúde bucal e uso de cigarro eletrônico


Rosemeiry Tardivo
ter, 31/05/2022 - 17:57

31/05/2022 - 17:57


Levantamento será feito entre os estudantes da Universidade Estadual de Londrina, por meio de um projeto de extensão. Ainda não se conhece os malefícios deste dispositivo, mas o risco pode ser até maior que o do tabaco.


Os cigarros eletrônicos, conhecidos também como pendrive, pod ou vape, se tornaram populares entre os jovens nos últimos anos. Há discussões sobre a proibição do uso no país e ainda não se sabe o quanto ele faz mal à saúde. É justamente para investigar os efeitos na saúde bucal que será feito um levantamento entre os estudantes da UEL, por meio do projeto de pesquisa, ensino e extensão denominado “Formas alternativas de consumo de tabaco entre estudantes universitários e sua relação com a saúde bucal”.



Coordenado pelo professor Ademar Takahashi Junior, do Departamento de Medicina Oral e Odontologia Infantil, do Centro de Ciências da Saúde (CCS), o projeto já tem resultados preliminares. Recentemente, foi aplicado um questionário a alunos do centro de estudos. Dos quase 250 entrevistados, 50% indicaram já ter utilizado os cigarros eletrônicos para recreação, em festas ou com os amigos. Dessa porcentagem, mais da metade também indicou fazer uso frequente. 





A partir de agosto, com o início do calendário letivo de 2022, o levantamento será feito com todos os estudantes da UEL. O questionário será simples e com até dois minutos de duração. Os voluntários também passarão por exame, para verificar alterações na cavidade bucal, como diminuição da saliva ou áreas esbranquiçadas, e ainda receberão avaliação e limpeza dos dentes.



RISCOS - Pequenos e de fácil transporte, os dispositivos costumam funcionar com bateria, acionada para esquentar um líquido que geralmente contém nicotina, aromatizante e outros produtos químicos. “Não tem cheiro e fumaça como o cigarro tradicional. O jovem consome até mais porque acha que não faz mal, mas o risco pode ser até maior”, afirma o professor Ademar Takahashi.





Segundo ele, já existem estudos internacionais indicando que o cigarro eletrônico faz mal à saúde e aumenta o risco de doenças cardiovasculares e pulmonares, mas quanto à saúde bucal as informações ainda são poucas.



O professor lembra que o consumo do cigarro tradicional diminuiu consideravelmente nos últimos anos, com legislação específica e conscientização da população. Porém, como se constata atualmente, houve uma migração de cigarro para outro, primeiro para o narguilé e, mais recente, para esses dispositivos.





“Todos os estudantes atendidos no projeto também receberão orientações sobre o uso desses cigarros e as consequências para a saúde”, afirma Takahashi Junior. Materiais impressos e digitais também serão elaborados para distribuição no câmpus. Para contribuir com a pesquisa nacional e internacional, os resultados do projeto serão submetidos à publicação na forma de artigos científicos de revistas especializadas.





Fonte: https://www.aen.pr.gov.br/Noticia/UEL-realiza-pesquisa-inedita-sobre-saude-bucal-e-uso-de-cigarro-eletronico
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