11/06/2022 às 18h29min - Atualizada em 12/06/2022 às 00h00min

Comissão Europeia anunciará na próxima semana se abre caminho para adesão da Ucrânia à UE

Durante uma visita à Kiev neste sábado, Ursula von der Leyen, presidente da instituição, afirmou que avaliação da candidatura acontecerá até o final da próxima semana.

G1 Mundo
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Durante uma visita à Kiev neste sábado, Ursula von der Leyen, presidente da instituição, afirmou que avaliação da candidatura acontecerá até o final da próxima semana. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, discutem adesão da Ucrânia à União Europeia
Valentyn Ogirenko/REUTERS
A Comissão Europeia anunciará na próxima semana se considera viável a candidatura da Ucrânia à União Europeia (UE), afirmou neste sábado a presidente do Executivo do bloco durante uma visita surpresa a Kiev, em plena ofensiva militar russa no leste.
"As conversas que tivemos hoje nos permitirão ter nossa avaliação até o final da próxima semana", disse a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, em uma entrevista coletiva ao lado do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.
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O governo da Ucrânia pressiona por um "compromisso jurídico" concreto da UE de examinar sua candidatura, como forma de reduzir a vulnerabilidade geopolítica do país, invadido em 24 de fevereiro pela Rússia.
Existe a expectativa de que a candidatura da Ucrânia receba uma luz verde na próxima reunião de cúpula do bloco, em 23 e 24 de junho.
Vários altos funcionários e líderes dos 27 alertaram que, mesmo que a Ucrânia obtenha o status de país candidato, um processo de admissão pode levar anos ou até décadas.
Von der Leyen destacou que a ex-república soviética registrou "avanços no fortalecimento do Estado de Direito, mas ainda é necessário implementar reformas para lutar contra a corrupção, por exemplo".
Zelensky respondeu que o destino da UE está em grande parte em jogo na Ucrânia.
"A Rússia quer destruir a unidade europeia, quer dividir a Europa e enfraquecê-la. Toda a Europa é um alvo da Rússia. A Ucrânia é apenas o primeiro passo desta agressão", declarou.
A visita de Von der Leyen - a segunda desde o início da guerra - coincide com a intensificação dos combates na região do Donbass (leste), já parcialmente controlada por separatistas pró-Rússia desde 2014.
'Devastar cada cidade do Donbass'
O gabinete de Zelensky citou neste sábado bombardeios noturnos dos "ocupantes" na região de Kharkiv, assim como em Lugansk e Donetsk, que formam o Donbass.
Um fotógrafo da AFP relatou duelos de artilharia durante o dia em torno de Severodonetsk.
A tomada dessa cidade abriria caminho de Moscou para outra grande cidade, Kramatorsk, uma etapa importante para conquistar a totalidade da bacia.
"O inimigo" tenta "intensificar a concentração de suas tropas", mas as forças ucranianas resistem "com sucesso" em Severodonetsk, perto de Metiolkiné, onde "os ocupantes recuaram", e "perto de Popasna", indicou o Estado-Maior ucraniano.
"A Rússia quer devastar cada cidade do Donbass, cada uma delas, sem exagero", declarou Zelensky na sexta-feira.
Em Lysychansk, os moradores enfrentam um dilema: ficar e suportar os bombardeios ou fugir e abandonar suas casas.
Um líder separatista de Lugansk, Leonid Pasechnik, admitiu que "Severodonetsk não foi 100% libertada". "No momento, não conseguimos controlar a zona industrial", disse Pasechnik à AFP durante uma visita a um hospital militar russo em construção na região.
"Mas atingiremos nosso objetivo, libertaremos a zona industrial, Severodonetsk (...) e Lysychansk será nossa", acrescentou.
"A Rússia segue dispondo de potencial suficiente para travar uma longa guerra contra nosso país", afirmou o departamento de inteligência militar do Ministério da Defesa da Ucrânia.
Estados Unidos e UE deram forte apoio ao país sob ataque, fornecendo armas e apoiando sua economia, além da aplicação de duras sanções contra a Rússia.
Mas a Ucrânia pressiona para obter armas de longo alcance e um embargo às importações de combustíveis russos, dos quais muitos países europeus dependem atualmente.
Risco alimentar mundial
As consequências do conflito afetam o mundo, especialmente o mercado de alimentos devido ao papel importante de Ucrânia e Rússia como exportadores de trigo.
As saídas marítimas da Ucrânia estão bloqueadas de fato, o que impede a exportação de milhões de toneladas de trigo.
Antes da invasão russa, a Ucrânia era o maior produtor mundial de óleo de girassol e um dos principais exportadores de trigo, mas agora milhões de toneladas de cereais estão bloqueadas.
Em um vídeo exibido no Diálogo de Shangri-La, um fórum de segurança que acontece em Singapura, Zelensky alertou que, se a Ucrânia não retomar as exportações, "o mundo enfrentará uma grave crise alimentar, incluindo fome", em vários países da Ásia e da África.
A ONU e vários países tentam abrir um corredor marítimo para permitir as exportações.

Fonte: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2022/06/11/comissao-europeia-anunciara-na-proxima-semana-se-abre-caminho-para-adesao-da-ucrania-a-ue.ghtml
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