09/07/2022 às 21h50min - Atualizada em 10/07/2022 às 00h55min

Equador: Indígenas negam acusação do presidente de que são financiados pelo tráfico

A Confederação de Nacionalidades Indígenas devolveu as acusações e culpou o conservador Guillermo Lasso pela 'convulsão social e política'. Em junho, as manifestações resultaram em um saldo de seis mortos e mais de 600 feridos.

G1 Mundo
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A Confederação de Nacionalidades Indígenas devolveu as acusações e culpou o conservador Guillermo Lasso pela 'convulsão social e política'. Em junho, as manifestações resultaram em um saldo de seis mortos e mais de 600 feridos. Equador amplia estado de exceção no 9º dia de paralisação
A principal organização indígena do Equador negou neste sábado (9) que o narcotráfico tenha financiado seus recentes protestos contra o governo, como afirmou o presidente conservador Guillermo Lasso após a desativação das manifestações que ele taxa como uma tentativa de golpe.
"Rejeitamos as absurdas acusações de Guillermo Lasso sobre o financiamento de protestos sociais legítimos", disse a Confederação de Nacionalidades Indígenas (Conaie).
"Encurralado pelos números de rejeição a sua gestão e a incapacidade de governar, ele emite acusações falsas e irresponsáveis, agravando a convulsão social e política provocada pelo próprio governo", acrescentou a Conaie em um comunicado sobre as manifestações, que terminaram em 30 de junho com um saldo de seis mortos e mais de 600 feridos, entre agentes e civis.
A Conaie protestou por quase três semanas contra os altos custos de vida, com o bloqueio de rodovias em todo o país e marchas em várias cidades, como Quito, onde foram mobilizados cerca de 10 mil manifestantes, que protagonizaram confrontos com a força pública.
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Lasso disse essa semana ao jornal digital argentino Infobae que os aborígenes, a frente política liderada pelo ex-líder opositor Rafael Correa (2007-2017) e os narcotraficantes se uniram para "fabricar um protesto violento com fins políticos para derrubar um governo legalmente constituído".
"Esta é uma aliança com o Correismo e um terceiro ator participa dessa aliança, que é aquele que coloca o dinheiro para os protestos, que terão custado cerca de 15 milhões de dólares por 18 dias. Esse ator é o tráfico de drogas no Equador", declarou.

Fonte: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2022/07/09/equador-indigenas-negam-acusacao-do-presidente-de-que-sao-financiados-pelo-trafico.ghtml
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