16/08/2022 às 12h08min - Atualizada em 16/08/2022 às 12h17min

Com o início da campanha eleitoral, pode-se dizer que começa uma guerra no Brasil

Bolsonaro vai desfilar de carro por Juiz de Fora, enquanto Lula teve evento cancelado; o que tem de gente louca por aí é assustador, todo cuidado é pouco

Jovem Pan
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Começa hoje. A campanha eleitoral do vale-tudo promete horrores este ano. Os dois principais candidatos, de acordo com as pesquisas, já sentiram o perigo que ronda por aí. O Brasil é o “por aí”. Nem podia ser diferente. A população já está vendo as acusações, ofensas e ameaças entre os seguidores dos dois candidatos, o presidente Jair Bolsonaro e o ex-presidente Luiz Inácio da Silva. Não vai ser fácil. E ninguém pode ainda imaginar como será essa campanha com o Tribunal Superior Eleitoral sob a presidência do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, que convidou Bolsonaro e os todos os ex-presidentes para sua posse, que é vista com uma atenção especial. Nem a posse de um presidente da República requer tanta festa. E nunca esse cargo teve tanta importância na história brasileira. Já Alexandre de Moraes promete dureza para tratar com os desonestos. Que se cubram.

Para começar, o presidente Bolsonaro iniciará sua campanha nesta terça-feira, 16, em Juiz de Fora, Minas Gerais, mas num carro de som e não no corpo a corpo, para evitar o local onde levou a facada em 2018. A segurança mereceu cuidado especial para Bolsonaro e os organizadores garantem que tudo está sob controle. Nenhuma vez Bolsonaro estará nas ruas ao lado de seus apoiadores. Evitará o contato com os eleitores e iniciará apenas acenando ao povo. A Polícia Federal já realizou uma varredura total nos edifícios ao redor do local da facada para evitar a possibilidade da ação de atiradores nas janelas. Vejam a que ponto chegamos. Pode-se dizer que hoje começa uma guerra no Brasil. O início da campanha eleitoral é essa guerra que chega a assustar. Chegará a um ponto que o eleitor terá medo de ir votar. O Gabinete de Segurança Institucional tem monitorado os grupos mais radicais, incluindo aqueles que agem nas redes sociais. Até agora nenhum risco foi anunciado. Bolsonaro afirma que escolheu o local onde quase foi assassinado para iniciar a campanha como um símbolo de renascimento. Fora isso, o eleitorado de Minas Gerais é considerado um fator estratégico para se vencer uma eleição. No caso de Bolsonaro, ele pretende especialmente resgatar os “bolsonaristas arrependidos”, que são muitos.

No que diz respeito a Lula, o evento que iniciaria sua campanha eleitoral foi cancelado por questões de segurança. Lula faria um comício diante de uma fábrica na zona sul de São Paulo. Mas preferiu cancelar porque as equipes que fazem sua segurança não foram convincentes. Luiz Inácio visitaria esta manhã a metalúrgica MWM, no bairro de Jurubatuba, periferia de São Paulo. E a segurança? A equipe que dá proteção não sabia bem o que dizer, mas informou que o local não era apropriado para iniciar a campanha eleitoral petista. Os trabalhadores costumam realizar suas assembleias no lugar, mas em se tratando de uma campanha eleitoral é outra coisa. Sendo assim, o melhor é não arriscar. O local foi escolhido pela Força Sindical, que controla o sindicato dos metalúrgicos da capital. Em reunião nesta segunda-feira, 15, a Força Sindical chegou à conclusão que não dá. Lula correria perigo. Caso acontecesse alguma coisa, não existe rota de fuga. Em vez do comício diante da MWM, Lula optou por fazer uma visita à fábrica da Volkswagen em São Bernardo do Campo, um lugar de forte simbolismo para o PT. A preocupação com Lula é constante e leva em conta o assassinato de um petista por um bolsonarista em Foz do Iguaçu. Esse é o clima. E é só o primeiro dia. Uma campanha eleitoral transformada em guerra pela ação de radicais que povoam os dois lados sem medir as consequências de seus atos. No fundo, uma grande vergonha. O que tem de gente louca por aí é assustador. Então, todo cuidado é pouco mesmo. 


Replicado material da rede Jovem Pan



Fonte: https://jovempan.com.br/opiniao-jovem-pan/comentaristas/alvaro-alves-de-faria/com-o-inicio-da-campanha-eleitoral-pode-se-dizer-que-comeca-uma-guerra-no-brasil.html
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