04/09/2022 às 19h04min - Atualizada em 05/09/2022 às 00h00min

No Chile, acaba a votação do plebiscito sobre a nova Constituição

Se o texto constitucional for aprovado, os direitos e normas estarão sujeitos à elaboração de leis complementares no Congresso. Se a Constituição for rejeitada, a atual permanece em vigor —no entanto, deve haver pressão para que seja redigido uma nova versão.

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Se o texto constitucional for aprovado, os direitos e normas estarão sujeitos à elaboração de leis complementares no Congresso. Se a Constituição for rejeitada, a atual permanece em vigor —no entanto, deve haver pressão para que seja redigido uma nova versão. Uma mulher aimará vota no plebiscito sobre a nova Constituição no Chile, em 4 de setembro de 2022
Alex Diaz/Reuters
Mais de 11 milhões de eleitores votaram no plebiscito no Chile neste domingo (4) para decidir se o país deve adotar uma nova Constituição ou manter a antiga, promulgada em 1980, durante a ditadura de Augusto Pinochet.
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O processo para que se chegasse ao plebiscito começou em 2019, quando o país passou por uma onda de manifestações. Os atos políticos nas ruas do país se intensificaram depois que a polícia reprimiu os protestos (no final, 34 pessoas morreram).
Naquela ocasião, como uma resposta aos protestos, o governo decidiu fazer uma votação a respeito de uma nova Assembleia Constituinte. Os chilenos decidiram que sim, deveria ser formulado um novo texto.
Se o novo texto constitucional for aprovado, os direitos e normas estarão sujeitos à elaboração de leis complementares no Congresso.
Se a Constituição for rejeitada, a atual permanece em vigor —no entanto, deve haver pressão para que seja redigido uma nova versão.
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O atual presidente chileno, Gabriel Boric, afirmou que, seja qual for o resultado do plebiscito constitucional, ele pedirá "unidade nacional" em um exercício com "mais democracia" para superar as fraturas sociais.
A ex-presidente Michelle Bachelet disse que se a opção para rejeitar a nova Constituição vencer, como antecipam as pesquisas, "as demandas dos chilenos não serão atendidas" e um novo processo deve ser convocado.
A votação é obrigatória no país, depois de uma década em que o voto foi facultativo.
A opção para rejeitar a nova Constituição lidera todas as pesquisas há mais de um mês, mas a campanha pela aprovação mobilizou multidões, especialmente em Santiago.
A festa de rua da campanha pela aprovação reuniu mais de 250 mil pessoas, segundo os organizadores, e a cerimônia de encerramento da campanha de rejeição foi um evento com menos de 400 pessoas em um anfiteatro em Santiago.
Mapuches votam em eleição para decidir se chilenos adotam uma nova Constituição, em 4 de setembro de 2022
Juan Gonzalez/Reuters
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