06/09/2022 às 21h59min - Atualizada em 07/09/2022 às 00h01min

Mais de 170 pessoas morreram em quatro meses de confrontos no Sudão do Sul

Além das fatalidades, análise da ONU registrou casos de violência sexual, inclusive contra crianças, na região durante o período.

G1 Mundo
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Além das fatalidades, análise da ONU registrou casos de violência sexual, inclusive contra crianças, na região durante o período. O presidente do Sudão do Sul, Salva Kiir, en cerimônia de formatura dos novos membros das Forças Unificadas, em Juba, em agosto de 2022
PETER LOUIS GUME / AFP
Um total de 173 civis morreram e 37 foram sequestrados entre fevereiro e maio deste ano no Sudão do Sul, segundo a ONU. As mortes aconteceram em confrontos entre forças próximas ao presidente, Salva Kiir, e a seu rival, o vice-presidente Riek Machar.
Os confrontos ocorreram nas regiões de Koch, Leer e Mayendit, localizadas a cerca de 400 km ao norte da capital Juba, no estado de Unity. "As hostilidades no sul do estado de Unity afetaram pelo menos 28 cidades", afirma o relatório da Missão das Nações Unidas no Sudão do Sul (Unmiss).
A análise da ONU também indica que diversas vítimas de sequestros sofreram violência sexual, incluindo crianças: em um dos casos, uma menina de nove anos morreu após um estupro coletivo. Ao todo, 131 casos de estupro e estupro coletivo foram registrados na área durante o período.
Embora facções de ambos os lados estejam envolvidas, forças governamentais e milícias leais ao presidente Salva Kiir são "os principais responsáveis por violações e abusos dos direitos humanos", de acordo com a ONU, que cita ataques premeditados por parte do grupo.
"As violações dos direitos humanos foram cometidas com total impunidade", lamentou Nicholas Haysom, enviado especial da ONU ao Sudão do Sul. A instituição estima que os eventos recentes levaram 44 mil pessoas a fugirem de casa.
Desde sua independência do Sudão, em 2011, o Sudão do Sul tem sido palco de violência político-étnica e sofre de instabilidade crônica. Isso impede que o país se recupere da sangrenta guerra civil que causou quase 400 mil mortes e deslocou milhões de pessoas, entre 2013 e 2018.
Um acordo de paz de 2018 prevê a divisão de poder dentro de um governo de união nacional, que foi formado em fevereiro de 2020 e colocou Kiir como presidente e Machar como vice-presidente da nação africana. O pacto, entretanto, não foi cumprido.

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