12/10/2022 às 22h57min - Atualizada em 13/10/2022 às 00h00min

Vencer a China e conter a Rússia: Biden apresenta suas prioridades estratégicas internacionais

Todo governo americano é obrigado a divulgar diretrizes que norteiam condução dos EUA. Casa Branca almeja manter país como maior potência do mundo.

G1 Mundo
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Todo governo americano é obrigado a divulgar diretrizes que norteiam condução dos EUA. Casa Branca almeja manter país como maior potência do mundo. Putin e Xi Jinping se reuniram em Pequim semanas antes do início da invasão russa à Ucrânia
Alexei Druzhinin/TASS via Getty Images/BBC
Vencer a China a longo prazo e conter a Rússia imediatamente, para continuar sendo a maior potência do mundo: a Casa Branca reafirmou nesta quarta-feira (12) as prioridades estratégicas do presidente Joe Biden.
"A era pós-Guerra Fria acabou e a competição começou entre as principais potências para determinar o que a sucederá", afirmou o assessor de segurança nacional de Biden, Jake Sullivan, em discurso na Universidade de Georgetown, ao apresentar a "Estratégia de Segurança Nacional" dos Estados Unidos.
Sullivan falou em uma "década decisiva" ao apresentar essas prioridades, que todo novo governo americano deve tornar públicas. O documento, de 48 páginas, abrange uma infinidade de temas e todos os cantos do planeta.
Biden divulgou suas prioridades estratégicas
REUTERS/Jonathan Ernst
Para o assessor, a dificuldade está em conciliar uma lógica de "competição" e uma busca de "cooperação" diante das ameaças que pesam sobre toda a humanidade, independentemente das fronteiras: as mudanças climáticas, que, segundo ele, são "a maior ameaça comum", mas também a fome, as doenças, o terrorismo e a inflação.
'Tudo para ganhar'
"Nossa prioridade é manter nossa vantagem competitiva sobre a China, enquanto contemos uma Rússia ainda profundamente perigosa", detalha o documento, assinado pelo presidente americano.
A Rússia de Vladimir Putin "representa uma ameaça imediata, violando de forma imprudente as leis básicas da atual ordem internacional". A China, "ao contrário, é o único competidor com a intenção de mudar a ordem internacional e, cada vez mais, o poder econômico, diplomático, militar e tecnológico para avançar nesse objetivo", diz o texto.
Comboio de veículos blindados russos em rodovia na Crimeia, região da Ucrânia que foi invadida e anexada pela Rússia em 2014, em foto de 18 de janeiro de 2022. Rússia concentra mais de 100 mil soldados, com tanques e outras armas pesadas, perto da fronteira com o país vizinho, no que países ocidentais temem que possa ser um prelúdio de uma nova invasão.
AP
Mas a China também é o maior parceiro comercial de Washington, lembrou Sullivan. Os Estados Unidos pretendem "modernizar o sistema atual de comércio internacional", no impulso de um Biden que mostra um patriotismo econômico desinibido. "Em suma, não podemos voltar aos tradicionais acordos de livre-comércio do passado. Precisamos nos adaptar", advertiu o assessor de Biden.
"Não tentaremos dividir o mundo em blocos rígidos. Não buscamos que a competição se transforme em confronto ou em uma nova Guerra Fria", ressaltou Sullivan, em conversa com jornalistas.
Democracia desafiada
"Não acredito que a guerra na Ucrânia tenha mudado fundamentalmente o foco da política externa de Joe Biden, que data de bem antes da sua presidência", declarou o assessor de segurança nacional.
Essa abordagem se aplica não apenas à parte de fora, mas também à parte de dentro das fronteiras dos Estados Unidos. "Nem sempre estivemos à altura dos nossos ideais, e, nos últimos anos, nossa democracia foi desafiada internamente", afirma o documento divulgado pela Casa Branca.
Manifestante com adereços e rosto pintado grita dentro do edifício do Capitólio após invasão de apoiadores de Donald Trump em Washington
Win McNamee/Getty Images/AFP
"Como americanos, todos devemos concordar que a vontade do povo, expressa nas eleições, deve ser respeitada e protegida", destaca o Executivo dos Estados Unidos. O alerta é feito a menos de um mês das eleições de meio de mandato no país.
Segundo pesquisa do "Washington Post", a maioria dos candidatos republicanos ao Senado, à Câmara dos Representantes ou a cargos locais questionam ou contestam abertamente a eleição de Biden, a exemplo do ex-presidente Donald Trump.

Replicado material do portal G1 via RSS



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