28/10/2022 às 17h44min - Atualizada em 30/10/2022 às 00h05min

Adolescente do Cense Cascavel II é aprovado no vestibular da Unioeste

Serviço público é questão de vocação. É o que demonstra o exemplo de Cheila Tatiana Lautert Guimarães (44), assistente social do Centro de Socioeducação (Cense) Cascavel 2, no Oeste do Estado, vinculado à Secretaria estadual da Justiça, Família e Trabalho (Sejuf)

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Adolescente do Cense Cascavel II é aprovado no vestibular da Unioeste


Paulo Roberto …
sex, 28/10/2022 - 17:44

29/10/2022 - 10:00


D.A., de 18 anos, passou em Ciências Biológicas. Caso é retrato da dedicação e empenho dos servidores que atuam na socioeducação paranaense.


Serviço público é questão de vocação. É o que demonstra o exemplo de Cheila Tatiana Lautert Guimarães (44), assistente social do Centro de Socioeducação (Cense) Cascavel 2, no Oeste do Estado, vinculado à Secretaria estadual da Justiça, Família e Trabalho (Sejuf). Há 22 anos atuando como servidora, metade da vida, ela é um dos exemplos de profissionais que ajudam a transformar a vida das pessoas. A unidade onde ela atua tem 32 adolescentes e jovens em cumprimento de medida socioeducativa



Um deles é D.A., de 18 anos, que está em sua terceira passagem pelo Cense Cascavel 2 e, com a ajuda e dedicação da equipe, está dando os passos decisivos para mudar de vida. Nesta quinta-feira (27), ele ficou sabendo que foi aprovado no vestibular da Unioeste para o curso de Ciências Biológicas. “Estou muito feliz, mas não caiu muito a ficha ainda sobre o que aconteceu”, disse.



Em dezembro, D.A. completa um ano como interno da unidade. Cheila também não escondeu a emoção pelo feito do jovem. “Conhecemos ele desde 2019, na primeira passagem pelo Cense 1, até aqui. E agora ele entendeu que esta é uma oportunidade de ouro para construir uma nova vida”, contou a assistente social.





O trabalho dos profissionais da socioeducação é fundamental não apenas para a mudança no destino dos adolescentes e jovens que passam pelo sistema, mas também para uma transformação da sociedade como um todo.



“Ao longo do tempo em que vão ficando na unidade, esses educandos passam a criar vínculos com a equipe, a confiar nessas pessoas e entender o sentido socioeducativo desta medida à qual foram submetidos. O início do processo soa para eles com um caráter apenas punitivo, de perda de liberdade, mas nosso trabalho é para que eles vejam este momento como uma oportunidade de mudança ampla de vida, de avanço nos estudos, de ter cuidados com a saúde”, afirmou Cheila.



Para ela, trabalhar na socioeducação tem uma carga emocional bastante forte, mas que é compensada ao ver a evolução dos garotos. “Até a fisionomia dos adolescentes demonstra uma mudança que ‘vem de dentro’, e é muito gratificante fazer parte deste processo. No caso do D.A., providenciamos todos os documentos civis dele, incluindo carteira de trabalho agora que fez 18 anos”, explicou.



“Mas vai além disso”, afirmou Cheila. “Mais do que esse auxílio para ele poder ingressar na faculdade, nos enche de orgulho ter a possibilidade de mostrar para ele que o potencial para esses feitos já está dentro dele, é uma capacidade que já tem para estudar, avançar e construir uma nova vida. Isso é mérito de toda a equipe, desde os voluntários, os profissionais da escola, os agentes de segurança e a própria família, que acompanha e dá força para ele e para a equipe”.



Para o secretário da Sejuf, Rogério Carboni, as atividades dos servidores são exemplares. “Histórias como essas nos enchem de orgulho e nos impulsionam para que continuemos sempre a melhorar os serviços que oferecemos. Parabenizo este jovem e tenho certeza, que através do estudo, ele construirá um futuro muito melhor”, disse.





ESTUDOS – Em 2019, D.A. estava no 8º ano do Ensino Fundamental e tinha tido reprovação por faltas. No Cense, ele teve acesso à EJA (Educação de Jovens e Adultos) e conseguiu concluir o Ensino Fundamental. Em março de 2022, D.A. avançou para o Ensino Médio e conseguiu concluir a maioria das disciplinas por meio de avaliações online de equivalência disponibilizadas pela Secretaria de Estado da Educação e do Esporte (Seed). Agora, o educando precisa apenas concluir a disciplina de matemática, que está sendo feita por frequência.



“Toda equipe me ajuda muito nos estudos. Eles passam atividades para eu fazer e me incentivam o tempo todo”, disse D.A., que tem mais planos para o próximo ano. “Minha vontade é cursar Administração, área na qual eu sonho trabalhar, mas acabei não conseguindo. Em compensação, passei em Ciências Biológicas. Vou começar o curso, mas vou estudar ainda mais para, no ano que vem, tentar Administração novamente”, afirmou o jovem.















Conteúdo replicado da Agência Estadual de Notícias via RSS



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