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17/08/2020 às 17h50min - Atualizada em 18/08/2020 às 00h00min

Profissional recém-formada de 24 anos conquista o primeiro emprego na Indústria de Alimentos

Responsável Técnica de um frigorífico há menos de um ano, a médica veterinária já coordena o Controle de Qualidade da empresa e pretende ir mais além ainda

DINO
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Para muitos, conseguir um bom emprego na Indústria de Alimentos pode parecer impossível, ainda mais quando acaba de se formar. Alessandra Helen dos Santos, 24 anos, contudo, provou que existem maneiras de alcançar este sonho em menos de um ano após formada.

Alessandra formou-se em medicina veterinária no final de 2018 e, pouco tempo depois, percebeu que não tinha experiência suficiente para atuar na área de alimentos e que, por isso, precisava buscar uma outra direção rumo à conquista do primeiro emprego.
"Eu me vi formada, querendo atuar em uma área que eu não tinha experiência nenhuma. Eu caí no mercado de trabalho sem experiência, então eu tive que tomar outro caminho". — Alessandra Santos.

Levando em consideração que a graduação é apenas o primeiro passo para conquistar um emprego na indústria, a médica veterinária tomou a decisão de iniciar uma especialização. Para decidir pela melhor alternativa, Alessandra buscou indicações com uma professora de faculdade.

"A faculdade só dá uma base do que é a atuação. Eu só tive contato com as matérias de inspeção de produtos de origem animal e de carne no oitavo e nono períodos. Aí, minha outra opção foi a pós-graduação, então entrei em contato com a minha professora e ela me indicou o Ifope". — Alessandra Santos.

Com a decisão tomada sobre fazer a especialização no Ifope Educacional, Alessandra decidiu enviar mais currículos até conseguir um emprego de Responsável Técnica em um frigorífico de suínos na cidade de Pará de Minas, Minas Gerais. Segundo ela, a oportunidade foi dada sobretudo por conta de sua pós-graduação.

Com a especialização em andamento, a médica veterinária mostrou para seus professores e colegas que estava se empenhando. Por isso, quando um de seus professores de faculdade encontrou uma vaga que estava alinhada com os objetivos de Alessandra, a indicação aconteceu e o primeiro emprego foi conquistado.
"Surgiu essa vaga de Responsável Técnica nesse frigorífico de suínos que eu atuo hoje e o meu professor (da faculdade) me indicou. Ele me indicou justamente porque sabia que eu estava fazendo a pós-graduação na área. Conversei com os recrutadores do frigorífico e tanto pela indicação quanto pelo currículo em relação à pós-graduação, as portas se abriram para mim". — Alessandra Santos.

De acordo com Alessandra, a indicação do professor e o título de pós-graduação em curso foram elementos-chave para que a contratação no frigorífico acontecesse. Todavia, somente conseguir uma boa oportunidade não foi o único triunfo que a então RT conseguiu na Indústria de Alimentos.

Em menos de um ano exercendo sua função no frigorífico, Alessandra já atua também coordenando o Controle da Qualidade. O primeiro motivo pelo qual a médica veterinária conseguiu esta valorização foi, de acordo com ela, o conhecimento adquirido com a própria pós-graduação.
"A pós-graduação me ajudou com certeza a chegar aqui, porque não tem como eu ser RT, assinar documentação, fazer treinamento, planilha, Manual de Boas Práticas, entre outros, se eu não souber colocar aquilo em ação. Até hoje, tem muita coisa que às vezes eu fico na dúvida e puxo o material da pós". — Alessandra Santos.

Sobre os assuntos técnicos, Alessandra destacou que antes de iniciar o curso ela não tinha conhecimento dos processos, normas e documentos, pois ainda não havia se familiarizado com esses assuntos.
"Eu precisava conhecer tudo, nunca tinha tido contato com nada! Acabei entrando numa empresa onde os fiscais exigem MUITO no quesito documentação." — Alessandra Santos.

Porém foi aí que a pós-graduação facilitou para que ela entendesse esses processos e soubesse como preencher documentos e aplicar o seu conhecimento na prática. Exemplo disso foi o fato dela ter atualizado o PAC já estabelecido no frigorífico e sentir-se segura o suficiente para implementar um APPCC, começando do zero.
"Quando cheguei já havia um PAC estabelecido, mas que estava bastante desatualizado, então comecei a adequar ouvindo as opiniões do fiscal veterinário. Em relação ao APPCC, por termos SIE (IMA-MG) ele acaba não sendo exigido e com isso ainda não tenho contato com tal, mas posso falar que pelo conteúdo de APPCC da pós-graduação eu toparia tranquilamente montar um para uma empresa. O módulo do curso foi bem esclarecedor." — Alessandra Santos.

Além de Alessandra ter aprimorado seus conhecimentos, foi preciso que ela desenvolvesse algumas habilidades no dia a dia da Indústria para ser valorizada. Segundo a médica veterinária, a sua principal aptidão desenvolvida foi "um olhar mais técnico e apurado". Essa habilidade permitiu que ela entendesse melhor quais são as prioridades do frigorífico em relação a qualidade e sanidade.
"O olhar mais técnico e apurado é uma habilidade que desenvolvi que fez com que conseguisse os meus resultados. Ter essa visão na relação qualidade e sanidade acaba exigindo da gente certo "treino", que acaba sendo desenvolvida e modificada com tempo". — Alessandra Santos.

Segundo a Analista de RH da Vigor, Thaís Corrêa, a história de Alessandra é mais comum do que se imagina. O profissional que busca uma especialização é muito bem visto pela Indústria de Alimentos.
"Quanto mais formação teórica em alinhamento com a vaga almejada, mais atrativo é o currículo. Quem dedica tempo e recursos para se especializar é alguém que está investindo em sua própria carreira e empregabilidade" — Thaís Corrêa.

Além disso, Thaís destacou que a pós-graduação, além de abrir portas para oportunidades de emprego, também valoriza o profissional dentro da indústria, uma vez que a especialização é vista como uma maneira do colaborador aprimorar seu trabalho e atualizar seu conhecimento.
"A experiência prática aliada ao conhecimento acadêmico nos leva à excelência profissional. As empresas têm um olhar especial pelos colaboradores que não se acomodam e buscam por constante aprimoramento". — Thaís Corrêa.

Levando em consideração a história de Alessandra e a visão de Thaís Corrêa, percebe-se que a indústria no geral valoriza o profissional que busca uma especialização. Dessa forma, a indústria melhora a qualidade da produção e o profissional que corre atrás de uma especialização como Alessandra, ganha oportunidades.



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