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21/04/2020 às 21h49min - Atualizada em 21/04/2020 às 21h49min

​Pesquisa aponta que 90% dos paranaenses têm algum tipo de dívida

RPC Noroeste e G1 PR
Imagem ilustrativa / Google imagens
O número de pessoas com algum tipo de dívida no Paraná cresceu e chegou a 90% da população do estado em abril, segundo pesquisa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio-PR) e da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Em março, esse número era de 88,8%. O indicador continua bem acima da atual média nacional, que é 66,6%. Especialistas explicam que comprometer a renda futura já pode ser considerada uma dívida, como parcelar uma compra no cartão de crédito.

Eles apontam que o aumento no índice pode ter sido provocado pela pandemia do novo coronavírus. O levantamento dos dados foi feito entre 20 de março e 5 de abril, segundo a Fecomércio.

De acordo como diretor da Fecomércio-PR, Rodrigo Rosalem, geralmente o Paraná é um dos estados com a população mais endividada do país, ficando nas três primeiras posições. Porém, segundo ele, o crescimento entre março e abril chama a atenção.

“É um mês que não tem naturalmente um crescimento de endividamento, mostrando que sim é um impacto da pandemia”, afirmou o diretor.

Por outro lado, a pesquisa mostra que a parcela da população com dívidas atrasadas caiu de 27,6%, em março, para 25,6%, em abril. Já no caso de famílias que não tem como pagar dívidas, o índice caiu de 12%, em março, para 10,2%, em abril.

“Se a gente fala por exemplo em um financiamento imobiliário ou de veículos, é um financiamento bom porque você está fazendo uma dívida para construir um patrimônio. Ela é ruim quando primeiro você usa para consumo do dia a dia, do supermercado, por exemplo. E ela se torna efetivamente péssima quando a família deixa de ter a condição de pagar”, disse Rosalem.

Diante deste cenário, a economista Érica Romero aponta que é necessária uma mudança nos gastos durante a pandemia, evitando os que são considerados desnecessários.

“As famílias, no momento é muito importante que elas sentem, o pai, a mãe, os filhos, envolvam as crianças neste processo de controle da economia doméstica. Observar as despesas fixas, o que temos de compromisso assumido, verificar o que caiu da renda”, analisou Érica.

No caso das pessoas que vão receber o auxílio emergencial do governo federal, a economista indica que o melhor uso é com necessidades básicas, como alimentação.

“Se você está no cadastro único e sua família se enquadra no baixa renda, não é para pegar esse dinheiro e desperdiçá-lo. Manter um valor mínimo para gente manter o que é possível nas nossas contas”, completou Érica Romero.

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