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21/10/2020 às 14h31min - Atualizada em 21/10/2020 às 14h31min

​Acelerador de partículas da USP vai desenvolver fármaco contra covid-19

Só Notícia Boa
CNPEM
O acelerador de partículas Sírius ajudou a determinar, em apenas 3 dias, 200 cristais de duas proteínas do novo coronavírus – Sars-Cov-2.

O primeiro experimento busca desenvolver um medicamento para a Covid-19, alvo da equipe da Universidade de São Paulo – USP – no acelerador síncotron do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais – CNPEM.

Os pesquisadores do Instituto de Física de São Carlos, da USP, foram os primeiros usuários da maior e mais complexa infraestrutura científica do País, em Campinas, no interior de São Paulo.

A investigação realizada por pesquisadores do Instituto de Física de São Carlos, da Universidade de São de Paulo – IF-USP, tem importância não só pela temática – essencial para o desenvolvimento de um possível fármaco contra a Covid-19 –, mas também pelo seu caráter de ineditismo.

Em resposta à pandemia, o CNPEM, organização social do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações – MCTI, antecipou a abertura da primeira estação de pesquisa do Sirius para apoiar pesquisas relacionadas à Covid-19.

Jovens pesquisadores

Dois jovens pesquisadores do grupo de São Carlos chegaram ao CNPEM em 1º de setembro. Aline Nakamura e André Godoy, realizaram o experimento.

Na bagagem, trouxeram mais de 200 cristais de proteínas do vírus SARS-CoV-2 para analisar na estação de pesquisa Manacá.12

O Sirius vai ajudá-los a elucidar a estrutura molecular dessas proteínas, que são fundamentais para o ciclo de vida do vírus, além de permitir a identificação de moléculas que se ligam a essas proteínas e podem dar origem a novos medicamentos.

“O Sirius superou minhas expectativas. Ter uma máquina dessas aqui e fazer análises dessa complexidade é uma conquista para o País.

O que você conseguia fazer em horas [no antigo acelerador de eletróns do CNPEM], agora você faz em minutos. Isso torna a técnica escalonável do ponto de vista de quantas amostras você consegue analisar, e permite fazer novas técnicas”, celebra André Godoy, pesquisador com dez anos de experiência em análises realizadas em fontes de luz síncrotrons espalhadas pelo mundo.

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