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23/04/2020 às 09h27min - Atualizada em 23/04/2020 às 09h27min

Plataforma independente criada em Curitiba ajuda a mapear áreas de risco para Covid-19

Josianne Ritz / Bem Paraná
Divulgação
A plataforma colaborativa Juntos Contra o Covid (https://juntoscontraocovid.org) invadiu nos últimos dias as redes sociais dos curitibanos, principalmente pelo whatsapp e parece ser o primeiro caso de 'fake news pela metade' desta época de pandemia coronavírus. O mapa interativo existe e pode ajudar muito no combate da doença, mas foi falsamente divulgado pelas redes como sendo uma iniciativa da Celepar, órgão do governo.

Mas não é: "Enaltecemos que a Celepar não desenvolveu este mapa, tampouco o site e nem disponibilizou as informações contidas nele". A plataforma de geolocalização foi criada por Faissal Nemer Hajar, estudante de medicina da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e mostra, no detalhe do bairro, como está o risco de infecção em cada cidade e estado do Brasil.

O projeto tem o apoio  da Cloudster, empresa especializada em Cloud computing, sediada em Curitiba e da Gebit, é uma empresa de desenvolvimento de software personalizado. A plataforma alcançou 1,1 milhão de acessos nesta quarta, mas os desenvolvedores pedem que a população responda as questões para que ele ajude efetivamente no mapeamento do covid-19. 

A plataforma, de simples navegação, reúne perguntas claras, que são respondidas pela própria população, como seu estado de saúde, o contato recente com pessoas infectadas ou viagens para países com alta incidência da doença, nos últimos 14 dias. Com esses dados, tratados de forma anônima e seguindo as regras da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), o sistema utiliza um algoritmo validado pelo Ministério da Saúde e pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), para mostrar no mapa qual é o índice de risco em cada região (alto, médio ou baixo). O mapa é atualizado em uma periodicidade mínima de 5 minutos e pode ser encontrado no site 

A plataforma foi testada em Curitiba e já conta com mais de 23 mil respostas, mostrando-se extremamente eficiente, inclusive quando os dados são comparados à curva de casos confirmados na cidade. O sistema mostra o cenário em tempo real, ou seja, as informações podem ser utilizados, por exemplo, para antecipar a situação em determinada região, ajudando assim na tomada de decisão para alocação de recursos pelas autoridades públicas.

Além deste benefício, os dados contidos na plafaforma podem ajudar a população a ser mais cautelosa, caso resida ou necessite circular nas áreas de maior risco, e também empresas que se situam ou precisam fazer suas entregas nestas regiões.

O projeto, que começou com a ideia do Faissal há 20 dias, já tem um grupo de trabalho formado por professores e outros profissionais de diversas multinacionais, que motivado com a ideia de contribuir de alguma forma para o controle da pandemia, dedica parte do seu tempo transferindo suas expertises em tecnologia, ciência de dados, comunicação, pesquisa e medicina, de forma totalmente voluntária.

O conceito da plataforma, com dados fornecidos pela própria população, também já é utilizado na Alemanha e nos Estados Unidos. Entretanto, em nenhum caso a informação pode ser filtrada até chegar a um bairro específico, por exemplo. Hoje, a plataforma já está na sua segunda versão e consegue suportar um total de até 500 mil conexões simultâneas.

Quem faz o projeto

Faissal - Acadêmico de Medicina pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Realiza pesquisas da área de cirurgia pélvica, cirurgia geral, reumatologia e epidemiologia (Public Health). Realizou programas de iniciação à docência na UFPR e possui publicações em congressos e revistas internacionais. Concluiu pós-graduação em Principles and Practice of Clinical Research da Harvard T.H. Chan School of Public Health.

Cloudster, empresa especializada em Cloud computing, sediada em Curitiba, foi responsável apresentar a Amazon Web Services (AWS) ao projeto. Optamos pela AWS pela elasticidade e transparência nos custos de nuvem. Sem o auxílio da Cloudster não teríamos conseguido deixar o site no ar com tantos acessos com um custo tão baixo por acesso.

Gebit é uma empresa de desenvolvimento de software personalizado, que entrou no início do projeto quando o mesmo apresentava diversos gargalos de desempenho, foi resposável pela segunda versão do site, pela migração para a estrutura da AWS e pela mudança de arquitetura visando a maior economia de dados, criando estratégias de cacheamento e robô assíncrono para a confecção do mapa.

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