MENU

07/12/2020 às 12h44min - Atualizada em 07/12/2020 às 13h10min

Como melhorar as finanças e aumentar as reservas em 2021?

Para conseguir traçar um caminho adequado, o planejamento do próximo ano deve ser feito com cautela

SALA DA NOTÍCIA Débora Ramos

O final de ano é sempre usado como um tempo de revisar os acontecimentos dos 12 meses e planejar os próximos. Normalmente, é neste período em que as metas são traçadas e alguns sonhos e desejos são colocados em listas. As finanças e os orçamentos também estão presentes nesses planos, especialmente em 2020.

Com uma pandemia em curso, todas as áreas econômicas foram impactadas neste período. Ao longo do ano, parte das pessoas trabalhou em regime home office, enquanto outras precisaram tirar férias ou ficar com o contrato de trabalho suspenso por algum tempo antes da empresa se reorganizar ou ser autorizada a retomar as atividades, ou até mesmo desempregadas.

Por conta disso, quem deseja se organizar financeiramente em 2021 precisa, antes de tudo, refletir sobre o cenário vivido e colocar todos os gastos – ao menos os maiores e mais impactantes no orçamento – e as receitas na ponta do lápis, para entender em quais setores há um descompasso ou uma prioridade em gastar de forma supérflua e quais são as reais condições financeiras. Isso porque, sem ver os valores inteiros, a percepção pode ficar distorcida.

Sendo assim, é preciso ter um lápis e um papel para anotar ou fazer o controle em uma planilha ou aplicativo.

Identifique o cenário

Para saber quais os níveis de gastos, coloque-os dispostos em categorias de gastos essenciais fixos – aluguel, escola e condomínio –, variáveis – contas de água, luz, combustível e alimentação – e supérfluos – serviços de streaming, TV a cabo, academia e outras compras não necessárias em geral.

Nesta especificação, organizar as entradas de receita também é necessário. Em uma tabela à parte, coloque os valores do salário, trabalhos como freelancer e as demais entradas de recursos financeiros. Separadamente, as dívidas já existentes – empréstimos, parcelamentos, atrasos, mensalidades e fatura do cartão – devem ser contempladas nesta classificação.

Consciência financeira

Depois de entender o real cenário do orçamento, é possível identificar pontos de mudança. Assim, com as coisas listadas e um olhar atento sobre como fazer parte deste dinheiro render, é importante perceber se é, de fato, necessário ter a assinatura de dois ou mais serviços de TV a cabo, ou, se mesmo com esses pacotes adicionais na televisão, é preciso pagar por canais de streaming. Para isso, o uso desses recursos deve ser reavaliado e, caso o serviço não seja utilizado com frequência, é melhor cancelar.

Negociações

Além de tentar diminuir os gastos, outro ponto que pode desinchar as saídas de recursos são as negociações de dívidas já existentes e em curso. Nesta etapa, enquadram-se empréstimos, parcelamentos e multas por atraso. Em algumas situações, compras parceladas em muitas vezes podem ter o valor diminuído com o pagamento total do valor. Assim, é importante tentar entrar em contato com as instituições responsáveis pelo recebimento da dívida e tentar acertar melhores formas de pagamento.

Com a renegociação no Itaú, Bradesco, Caixa e demais bancos, que normalmente recebem a maioria das dívidas, pode ser possível obter uma diminuição das taxas cobradas e, consequentemente, do valor final pago.

Economia e investimentos

Desta forma, ao quitar as dívidas em aberto e diminuir as saídas desnecessárias de recursos, mais dinheiro irá sobrar ao final do mês. Neste cenário, há dois caminhos: guardar em um banco ou investir esse valor. No segundo caso, as opções de médio e longo prazo são as que promovem a maior segurança e que rendem, no mínimo, 100% do CDI. 

Segundo especialistas, uma boa reserva de emergência sustenta o padrão de vida da pessoa por seis meses, mesmo que nenhum novo recurso entre na conta.


 
Link
Notícias Relacionadas »
Comentários »
Fale pelo Whatsapp
Atendimento
Precisa de ajuda? fale conosco pelo Whatsapp