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10/12/2020 às 12h10min - Atualizada em 11/12/2020 às 00h00min

De volta para o Futuro!

SALA DA NOTÍCIA Bruna Camilo
Após meses do início da pandemia, os profissionais se perguntam quando vamos voltar ao trabalho como era antes. Cada vez estou mais convencido que não voltaremos a operar como fazíamos antes do dia 11 março de 2020. E isso não é ruim. Vamos voltar para o futuro!

O futuro acelerou a adoção do home-office, do estudo à distância e o do próprio e-commerce, já muito conhecido dos brasileiros. Como tudo na vida, tudo tem vantagens e desvantagens. Dá para arriscar que o futuro dessas atividades passa pelo modelo híbrido daqui para frente.

Para que as vantagens superem as desvantagens é preciso garantir a segurança de todos os dispositivos, que agora estão em casa, mas que se conectam com a rede corporativa de forma on-line. 

Segundo a consultoria International Data Corporation (IDC), líder em inteligência de mercado, estima-se que o mercado de segurança da informação cresça 11% em 2020 no Brasil, puxado por segurança de rede e de conectividade e serviços gerenciados.

Este dado reforça que a atenção deve ser redobrada para os equipamentos que estão fora do ambiente corporativo: em casa, em coworkings, em cafés e até fora do País. Os clientes/usuários passaram a consumir muito mais serviços e, a cada ano surgem, novos tipos de ataque, então as companhias precisam educar seus usuários a se atualizar quanto a isso, e estar um passo à frente para evitar problemas futuros.

Para impedir essas situações, é hora de replanejar as estratégias de segurança dos PC’s, notebooks, tablets e celulares. O prejuízo causado por uma falha de segurança pode ser ainda maior do que apenas a perda de dados ou interrupção de atividades. O maior dano envolve a reputação da empresa/marca junto a seus consumidores e demais stakeholders. São incontáveis os casos relatados esse ano, em empresas das mais variáveis atividades. Recentemente, até o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sofreu com as ameaças virtuais.

De acordo com o Gartner, os investimentos globais em tecnologia e serviços de segurança da informação e de gestão de risco continuarão crescendo. Espera-se que os investimentos em segurança da informação cresçam 2,4%, chegando a US$ 123,8 bilhões em 2020, e com esse crescimento aumentam as ofertas baseadas em nuvem e licenças passando de 50% em alguns segmentos como, por exemplo, e-mails mais seguros.  

Mas como será que serão aplicados todos esses recursos? A pandemia reprimiu vários negócios e atividades econômicas, mas o cyber ataque não parou. A segurança cibernética é uma atividade que exige disciplina e vigilância constantes e demanda muita atenção e energia dos líderes. 

 Nesse contexto, é que surgem as perguntas? Quanto um líder tem de tempo sobrando para ter que gerenciar uma demanda tão importante quanto essa? Será que isso é realmente papel do gestor? Para quem o líder pode confiar tamanha responsabilidade? Exatamente nesse momento é que cresce a tendência do outsourcing também nessa área. Ao tomar essa decisão, o líder transfere todo o gerenciamento dos equipamentos e garante um excelente nível de SLA (Service Level Agreement) para a segurança de sua rede de informação.  

Enquanto isso, acreditamos que o melhor caminho para garantir a segurança em todos os aspectos continua sendo o investimento na educação digital. Estamos em plena Transformação Digital e os usuários precisam ser orientados e sensibilizados sobre os riscos do mundo on-line.

Paulo Theophilo Moreira Junior, diretor de Marketing da Simpress
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