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09/03/2021 às 13h37min - Atualizada em 09/03/2021 às 13h37min

​Novos nomes do tênis brasileiro almejam dar continuidade ao legado dos grandes atletas do esporte

Redação
O papel do futebol no Brasil num contexto não só esportivo, como também cultural e social, é tão grande que às vezes parece ameaçar eclipsar o impacto de outras modalidades nestes três âmbitos dentro do país. Porém essa perspectiva mostra-se errônea quando refletimos e relembramos os tantos grandes feitos que o país e seus representantes alcançaram em outros tipos de campo e também de quadra mundo afora.

O tênis é um esporte que infelizmente não conta com tantos praticantes quanto poderia no Brasil, muito por conta da falta de disponibilidade de quadras no país e também a dificuldade de acesso aos equipamentos necessários para tal. Mas apesar destas dificuldades o Brasil conseguiu produzir alguns dos maiores nomes do esporte no mundo, tanto em talento feminino quanto masculino.

O nome de Maria Esther Bueno é celebrado não só pelo seu talento, que a permitiu conquistar títulos em três décadas (de 1950 a 1970), mas também pelo pioneirismo. Ela foi a primeira mulher a completar o famigerado Grand Slam, vencendo os quatro grandes torneios do esporte (Australian Open, Roland-Garros, Wimbledon e US Open) em 1960 na categoria de duplas.

Mais tarde, Gustavo Kuerten conquistaria tanto as quadras francesas de Roland-Garros como o amor do grande público graças à sua enorme simpatia. Ele foi também o herói de muitos novos tenistas que procuraram o esporte por conta de seus feitos entre os anos 1990 e 2000.

Por ora, estes novos talentos que se inspiram tanto em Guga quanto em Maria Esther Bueno não conseguiram reproduzir o sucesso destes ícones do tênis. Mas eles têm dado duro em suas tentativas de fazê-lo.

“Breakout”

Com 23 anos, Luisa Stefani já sabe muito bem o que fazer na carreira. Após experimentar grande sucesso com jogos em dupla no começo de sua carreira, a tenista paulista decidiu se tornar uma especialista na categoria.

O investimento tem dado bons resultados, como o vice-campeonato do WTA 500 em Adelaide, na Austrália. Enquanto o título não veio, o resultado ainda foi extremamente positivo para Luisa que conseguiu chegar ao top 5 de duplas femininas da temporada ao lado da estadunidense Hayley Carter.

Também com 23 anos, o mineiro João Menezes vem tentado obter o seu “breakout”. Após conquistar a medalha de ouro no Pan-americano de Lima em 2019 e alcançar a 176ª colocação no ranking da ATP, seu objetivo é se tornar presença regular nos torneios da associação. Essa não será uma missão fácil, como mostra a sua derrota para o brasileiro Thiago Monteiro no ATP 250 de Córdoba, na Argentina.

Ainda há muito tempo para Luisa e João alcançarem as “cabeças” do WTA e do ATP, respectivamente. O primeiro hoje é liderado por Ashleigh Barty, Naomi Osaka e Simona Halep. Enquanto do lado masculino, o primeiro posto é liderado pelo sérvio Novak Djokovic – que no dia 6 de março é também favorito para ganhar o US Open segundo o site de bets em tênis Betway, com quase 50% de chances dadas ao tenista que tem sido um dos mais dominantes atletas do mundo desde a década passada.

Investimentos

Existem muitos outros nomes promissores entre os tenistas brasileiros além de Luisa e João, o que é uma excelente notícia para os ávidos fãs de tênis no país que querem ver representantes do Brasil conquistando títulos mundo afora. Mas é impossível não pensar também que mais poderia ser feito com os legados deixados pelos sucessos de Guga e de Maria Esther Bueno, a partir do impacto extremamente positivo que ambos deixaram após o fim de suas respectivas carreiras.

Ainda que o sucesso de Guga tenha sido inspiração para muitos dos atuais tenistas brasileiros que hoje se encontram nos rankings da ATP e da WTA, o “boost” em interesse pelo esporte não parece ter sido acompanhado por uma expansão digna em infraestrutura que garanta o acesso ao esporte para pessoas de diversos backgrounds sociais. Em grande parte, as quadras permanecem concentradas em regiões mais abastadas das grandes cidades brasileiras, o que já serve como um “gargalo” para atletas em potencial que infelizmente encontram na questão geográfica um bloqueio para a continuação do seu interesse no tênis.

As quadras são apenas uma parte do problema, que infelizmente tem uma dimensão bem maior do que o esporte em si. Mas é importante não perder as esperanças de dias melhores para o tênis, que poderão talvez em breve incentivar um investimento maior no esporte de uma ponta a outra, desde a formação de base até o preparo dos nossos grandes atletas.
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