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15/03/2021 às 19h48min - Atualizada em 15/03/2021 às 19h48min

​Soro contra a Covid-19 produzido pelo Butantan está pronto para ser testado em humanos

Assessoria
Divulgação / Rede Globo
O soro que o Instituto Butantan está desenvolvendo para tratar pacientes com Covid-19 já foi encaminhado para aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e em breve poderá ser testado em humanos. A informação foi divulgada nesta sexta (05) em coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeirantes pelo governador de São Paulo, João Doria, e pelo diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas. A expectativa é que a autorização para o início dos testes seja dada nos próximos dias.

Já estão prontos para serem utilizados no estudo clínico três mil frascos do soro. “O soro tem potencial para evitar o agravamento dos sintomas e curar os contaminados pela Covid”, afirmou Doria. O soro foi totalmente desenvolvido pelo Butantan e, ao contrário da vacina, que busca prevenir a infecção, atuará no tratamento da doença.

“O soro já demonstrou em testes pré-clínicos que é seguro e efetivo em dois tipos de estudos animais. Isso se complementa à expertise do Butantan na produção de outros soros. O Butatan, nesse momento, é responsável pelo fornecimento de 100% dos soros do Brasil”, explicou Dimas.

Para obter o soro, o novo coronavírus foi isolado de um paciente brasileiro e, na sequência, cultivado, inativado, submetido a vários testes em camundongos e, por último, aplicado em cavalos. Os animais, após receberem o vírus inativado, produziram anticorpos. O plasma resultante foi coletado e processado nas instalações do Butantan, dando origem ao produto.

Na última terça (02), o Butantan submeteu à Anvisa um dossiê de desenvolvimento clínico. Após a aprovação do órgão, será possível iniciar o estudo clínico para acompanhar a eficácia do soro em humanos. A pesquisa inicial será realizada com pacientes transplantados do Hospital do Rim, com o médico nefrologista José Medina, e com pacientes com comorbidades no Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, com o médico infectologista Esper Kallas.

“Os estudos animais feitos com o que a gente chama de ‘teste de desafio’ mostraram que esse soro é extremamente efetivo”, contou Dimas. “Esperamos que a mesma efetividade seja demonstrada agora nesses estudos clínicos que poderão ser autorizados para ter início na próxima semana”, completou.

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