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30/03/2021 às 17h39min - Atualizada em 31/03/2021 às 00h00min

Por que tanto se tem falado de previdência privada nos últimos tempos?

SALA DA NOTÍCIA LUCAS WIDMAR PELISARI
A previdência privada, também conhecida como previdência complementar, é um investimento indicado para quem tem objetivos de médio a longo prazo e quer uma renda extra para a aposentadoria, sem depender apenas do auxílio governamental.

Esse termo diz respeito a uma aplicação para quem tem vontade de complementar a aposentadoria recebida pelo Governo, que é paga pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), ou senão, precisa garantir um futuro financeiro melhor sem que dependa da previdência pública.

Essa mudança na escolha do tipo de previdência ocorre pois as pessoas passaram a entender que não poderiam contar apenas com a renda do governo. Principalmente porque a população brasileira segue envelhecendo e existem menos trabalhadores ativos no país, que contribuem para pagar a aposentadoria dos assegurados.

A consultoria Mercer estimou ainda em 2019 que nos próximos cinco anos ocorrerá um salto de 25% nos brasileiros que investem em aposentadoria privada. Ou seja, em 2025, 20 milhões de brasileiros farão esse tipo de aplicação.

Ainda naquele ano, já era possível notar essas diferenças no mercado. No segundo semestre de 2019 a previdência complementar aberta tinha 11,2 milhões de contribuintes. Já no primeiro semestre de 2020 eram 13,5 milhões, ou seja, 2,3 milhões a mais de cidadãos.

Descobrir como a previdência privada funciona hoje deve ser considerado regra para autônomos, afinal a previdência também auxilia em casos como incapacidade para trabalhar e outros imprevistos.
Mas se você trabalha de carteira assinada e tem medo de que o salário cedido pelo governo não supra suas necessidades, é hora de considerar aderir a uma providência particular e garantir o futuro de sua família.

Qual a diferença entre a Previdência Privada e a Previdência Social?

A previdência social é um seguro oferecido a quem contribuiu durante sua jornada de trabalho.
Pense na previdência social como um acúmulo de pontos: quando a pessoa para de trabalhar e se aposenta todos os pontos de idade e anos de contribuição são somados para definir se a pessoa pode se aposentar e com qual valor.
Além da aposentadoria, a previdência social auxilia em outras situações que incapacitam o contribuinte de trabalhar, tais como:
  • Doenças;
  • Morte;
  • Invalidez;
  • Reclusão prisional;
  • Maternidade;
  • Idade avançada.
Para que as pessoas tenham direito à aposentadoria, um valor deve ser pago mensalmente durante um determinado período ao INSS.
Quem possui carteira assinada faz esse depósito mensalmente: esse valor é descontado do salário e depositado pelo empregador.
Já a previdência privada é paga pelo próprio trabalhador - autônomo ou que queira complementar sua aposentadoria no futuro - e é opcional, além de funcionar de acordo com as preferências do investidor.

Entenda a Previdência Fechada e Aberta

A previdência social é uma escolha particular e não tem vínculo com o governo, mas é fiscalizada pela Superintendência de Seguros Privados, que fiscaliza e assegura que os brasileiros possam investir com tranquilidade e segurança.

Esse órgão regulariza ambas as previdências, fechada e aberta.

A previdência fechada, ou fundo de pensão, é ofertada de forma exclusiva a funcionários de algumas empresas e por entidades de classe a quem é associado, como os advogados.

Já a previdência aberta pode ser contratada por qualquer indivíduo que queira adquirir um plano de investimento ou para quaisquer empresas que tenham a ideia de oferecer este benefício aos funcionários.

Para realizar esses planos, as pessoas ou empresas devem contatar instituições específicas que oferecem esse serviço, tais como bancos, gestoras de fundo de previdência e corretoras de investimento.

A previdência fechada  possui o equivalente a 13% do PIB em 2020. Isso significa cerca de R$1 trilhão de reais, segundo a ABRAPP.

A previdência aberta também chegou a R$ 1 trilhão em 2020, segundo dados da FenaPrevi.
Além disso, 43% dos entrevistados afirmam que não fazem nada para se preparar para aposentadoria e 28% contam apenas com a previdência social como fonte de renda no futuro.

Portanto, não demore a investir nesta previdência privada, quanto mais cedo entrar no plano, mais confortável ficará na velhice.

A aposentadoria privada também pode ser feita para crianças pelos pais. Nesse caso, é interessante que este investimento seja feito o quanto antes, para que a aplicação tenha um máximo rendimento.

A previdência privada tem riscos?

Essa é uma dúvida comum, e vamos esclarecê-la para você tomar sua decisão de forma sensata.

A previdência privada não é garantida pelo FGC, que reembolsa investidores em caso da instituição financeira que se utiliza venha a declarar falência.

Como em quaisquer investimentos, há alguns riscos. Os fundos investem em produtos que têm a possibilidade de desvalorizar e valorizar conforme o tempo, assim como as ações.

Apesar disso, os riscos são menores do que os encontrados em fundos comuns de investimentos.

Os fundos de previdência são ofertados por instituições que estão há muito tempo no mercado e que são supervisionadas pela Comissão de Valores Mobiliários e pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros.

No mais, a previdência privada tem regras em seu funcionamento criadas para proteger os seus investidores. Afinal, trata-se de um investimento de médio a longo prazo.

Apesar de alguns riscos, nestes planos há uma gestora, administradora, seguradora e um custodiante, que é o banco onde o dinheiro está guardado.

Caso a gestora do fundo quebre, a administradora passa os recursos dos cotistas para outra gestora, sem que haja prejuízos para quem investiu.
 

O que são fundos de previdência?

Os fundos previdenciários funcionam da seguinte forma: os recursos recebidos pelos contribuintes são agrupados e investidos pela previdência através de fundos de investimento.

Quem gere o fundo possui a responsabilidade de decidir onde e como seus recursos devem ser aplicados, procurando uma melhor relação risco x retorno para os clientes.

A falta de informação é o que faz com que os brasileiros tomem péssimas decisões financeiras.

Muitas pessoas não sabem o que é o fundo de previdência e por isso podem estar investindo mal. Sendo assim, é importante entender o que é este termo.

A pesquisa ainda feita pela gestora Onze trazem informações bem relevantes sobre como o brasileiro investe seu dinheiro para a aposentadoria:
 
  • 36% dos respondentes não souberam responder sobre qual o tipo de fundo de previdência aplicam seu dinheiro;
  • 55% não souberam responder sobre qual valor pagam de taxa de administração;
  • 56,3% não souberam responder se estão ganhando ou perdendo dinheiro.

E como eu vou saber se meu dinheiro corre riscos? Há vários perfis, que podem ser dos mais ou menos arriscados, e o investidor escolhe qual perfil de investimento faz mais sentido para ele.

Por exemplo, os fundos de renda fixa são considerados bem conservadores e servem para quem não deseja correr tantos riscos.

Há também os fundos multimercados, que podem variar entre moderados e arriscados. Quem opta por estes fundos são os que assumem um risco maior em busca de obter ganhos melhores.

E por fim, existem os fundos de ações. As ações variam muito e podem empobrecer - ou enriquecer - alguém do dia para a noite, dependendo da ação. Essa opção é para aqueles que querem correr um risco maior.

Grande parte dos fundos de previdência são baseados no valor do CDI, que está sempre aproximando-se à Selic (taxa básica de juros), com exceção de fundos de ações, que tem como benchmark o IBOVESPA.

Ou seja, os gestores precisam fazer com que os rendimentos possam superar esse indicador.
 

 
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