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04/05/2021 às 16h20min - Atualizada em 05/05/2021 às 00h00min

Os desafios da modernização dos sistemas legados

Por Otávio Nascimento

SALA DA NOTÍCIA Marcela Gasperini
Não é novidade o quão rápido a tecnologia evolui. Com sistemas e aplicações responsáveis pela operação de uma empresa não seria diferente. A cada ano, os softwares estão mais modernos e atualizados. De acordo com recente relatório da fornecedora de soluções de segurança, F5, 77% dos CIOs e CISOs de todo o mundo estão investindo em modernização de suas aplicações internas ou voltadas ao atendimento ao cliente. Destes mesmos 1,5 mil entrevistados, 68% estão atualizando e implementando seus sistemas legados diretamente na nuvem.

Sistemas legados são softwares utilizados na empresa há muito tempo, considerados aplicações antigas. No entanto, ser antigo não é sinônimo de ruim, mas sim de estar desatualizado. Conforme a tecnologia avança, é imprescindível que a organização evolua tecnologicamente, modernizando seus sistemas e adquirindo novas soluções. Ao manter um sistema na empresa por um longo período, com um histórico muito grande dos clientes, o software obviamente funciona, porém poderia ser uma aplicação com mais recursos para agilizar os processos e melhorar a própria cadeia de uso dele.

A maior vantagem de migrar sistemas legados para a nuvem é a possibilidade de abrir um novo leque de modernizações. A partir da migração, a empresa sai de uma bolha e vai para um mundo de tecnologia no qual pode utilizar novos recursos dentro do sistema, trazendo agilidade, novas tecnologias, novos visuais e até mesmo uma facilidade maior de se adaptar às exigências de mercado.

Desafios e benefícios da modernização dos sistemas legados

Para modernizar sistemas legados, na maioria das vezes é necessário atualizar tudo, inclusive a cultura da empresa, seu método de trabalho e sua infraestrutura. Por isso, existem diversos obstáculos na tomada de decisão para modernizar as aplicações em uma empresa: custo, escolha do sistema ideal e, especialmente, insegurança. As organizações que mantêm sua operação funcionando com sistemas legados estão, muitas vezes, em uma zona de conforto. Sair desse ambiente é um grande desafio, uma vez que para realizar essa modernização geralmente não tão rápida, é necessário parar a empresa inteira. Devemos levar em conta que em empresas pequenas, esse processo pode levar cerca de três meses, e em companhias grandes, pode chegar a até um ano e meio.

É necessário que cada organização coloque na balança e avalie se é vantajoso modernizar ou não seus sistemas legados. À medida que as tecnologias evoluem, as mais antigas vão ficando pra trás, tornando-se dessa maneira complicado e oneroso sustentar um software antigo em ambiente atual. Portanto, ao atualizar os sistemas legados existe uma drástica redução de custos em sua manutenção.

Além disso, no mesmo sentido da evolução tecnológica, os sistemas legados acabam conflitando com novas tecnologias. Por exemplo, novos recursos e atualizações são criadas conforme o tempo passa e é possível vincular esses recursos com os sistemas utilizados na empresa, porém, somente até certo ponto. Chegará um momento em que os sistemas legados em questão não aceitarão mais os novos recursos e atualizações, simplesmente por estarem obsoletos demais para suportar determinados avanços. A modernização dos sistemas legados e sua migração para a nuvem permite a abertura de novas tecnologias e uma despreocupação com a conexão com recursos de ponta.

O processo de migração dos sistemas legados para a nuvem

Todo o processo de migração de um sistema legado para a nuvem pode ser chamado de “jornada para a nuvem”. Este itinerário compreende alguns estágios, sendo o primeiro deles, o momento em que a empresa começa a perceber os impactos negativos que os sistemas antigos vêm causando aos seus negócios e decide procurar uma consultoria para modernizá-lo e então realizar a migração para a nuvem. A partir daí, inicia-se o processo de estudo e diagnóstico para a melhor compreensão do cenário e definição do melhor sistema para a companhia.

A jornada para a nuvem segue com as etapas de negociação, convencimento, planejamento, bem como o desenho do business case. Neste caso, é responsabilidade do trusted advisor aconselhar e indicar qual é o posicionamento mais assertivo para a empresa naquele momento. É preciso que a organização tenha em mente o quanto está disposta a investir com a nova tecnologia, para enfim fechar um projeto. Durante a execução, existem outras etapas, como conhecimento do ambiente (entender como aquele sistema está funcionando no momento), planejamento e desenvolvimento.

Posterior à execução, é iniciada a última fase da jornada para a nuvem, que é a camada de testes e de estresses do novo ambiente. Neste momento, é realizada uma forte inserção de informações a fim de estressar ao máximo o sistema para validar se está funcionando corretamente. Caso não esteja, são realizados os ajustes necessários até que esteja tudo em pleno funcionamento. Após finalizado o processo de migração, os sistemas legados da empresa podem ser considerados atualizados e é recomendado que tenham um acompanhamento regular de manutenção.

A modernização de sistemas legados e a sua migração para a nuvem é uma mudança de processos, de cultura, de infraestrutura e de tecnologia cada vez mais recorrente nas empresas. Companhias que deixam a insegurança de lado, saem da zona de conforto e evoluem no mesmo ritmo em que a tecnologia avança, certamente terão mais chances de conquistar melhores resultados neste mercado cada vez mais competitivo.

Otávio Nascimento é Microsoft Alliance Manager da SoftwareONE, provedora global e líder em soluções de ponta-a-ponta para softwares e tecnologia de nuvem.
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