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10/06/2021 às 16h56min - Atualizada em 10/06/2021 às 16h56min

​UENP realiza projeto para reabilitação de pacientes pós contaminação pela Covid-19

Assessoria UENP
Assessoria UENP
A Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP), por meio do projeto de extensão “Ações de Prevenção, Cuidados e Combate à Pandemia do Coronavírus no Norte do Paraná”, iniciou um programa que busca reabilitar pessoas pós contaminação pela Covid-19 em Jacarezinho. A ação, que ocorre em parceria com a Secretária Municipal de Saúde, Superintendência Geral de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SETI) e Fundação Araucária, tem atendido pessoas que tiveram quadro leve ou moderado da doença.    

A reabilitação envolve treinamentos de fortalecimento muscular e melhora da aptidão cardiorrespiratória e são aplicados por professores e alunos dos cursos de Educação Física e Fisioterapia da UENP. A princípio, o projeto está sendo desenvolvido com os pacientes de três Unidades Básicas de Saúde de Jacarezinho – da Vila Setti, Panorama e Jardim São Luiz. 

O professor Rui Gonçalves Marques Elias, um dos coordenadores, explica que, inicialmente, o projeto realiza testes para fazer uma avaliação do grau de acometimento do paciente, que seriam as sequelas da doença. “A partir dessa avaliação, vamos propor o programa de reabilitação com atividades relacionadas ao fortalecimento e melhora da aptidão cardiorrespiratória, com protocolos e exercícios dinâmicos, funcionais e respiratórios, orientação cognitiva e comportamental, com atendimento presenciais e com vídeos, para que a pessoa possa realizar em casa, caso não consiga se deslocar até uma UBS”, disse o professor.

O trabalho de reabilitação é importante para que os pacientes com sequelas da Covid-19 possam se recuperar e retornar às suas atividades diárias. A melhora no quadro funcional e na aptidão cardiorrespiratória dessas pessoas é de suma importância, acentua o professor Kleverton Krinski, do curso de Educação Física da UENP e orientador do projeto. “O exercício não é apenas uma queima de calorias. Ele propicia um bem muito maior, tanto na questão músculo esquelética, na redução de percentual de gordura, na melhora da força muscular, na capacidade funcional, na questão psicológica. A reabilitação atingiria todos esses aspectos que, como produto final, acabaria por melhorar a qualidade de vida das pessoas, melhoraria ou reduziria as sequelas da Covid”, explica Kleverton.

O locutor Paulo Guilherme Liberto (o Paulão Paraná) foi um dos pacientes pós-covid que participou dos testes de avaliação.  Diagnosticado com Covid-19 no mês de fevereiro deste ano, Paulão apresentou um quadro leve da doença com perda do olfato, paladar e apetite, recuperou-se em casa e voltou às atividades sem sequelas passado o tempo de quarentena. “O primeiro dia de análise, de testes pós-covid junto com a equipe foi maravilhoso. É um projeto muito interessante. Só tenho que agradecer e elogiar esse trabalho fantástico. Está tudo muito bem esclarecido, bem explanado, eu fiquei muito à vontade. É um trabalho magnífico da UENP. Parabéns a toda a equipe”, agradeceu o comunicador.

A Covid-19 tem sido classificada de duas formas, como covid curta e covid longa. O professor Kleverton Krinski explica que a Covid curta é a que apresenta os efeitos agudos que a Covid causa e tem duração menor. Já a longa, a pessoa pode permanecer com os efeitos a longo prazo, por um período de seis meses e esses efeitos variam muito. “O paciente pode ter desde fadiga crônica, falta de ar, até alguns efeitos menos frequentes, como diarreia e tontura. Tem a particularidade que é de pessoa para pessoa. E também varia de acordo com o quadro clínico que o paciente apresentou. Quanto mais difícil é o quadro clínico de covid, maior são as sequelas ocasionadas pela doença”, comenta o professor.

Pacientes hospitalizados

Buscando atender pessoas acometidas por uma forma mais grave da doença, o Centro de Ciências da Saúde (CCS) da UENP irá ampliar os atendimentos de forma a integrar ao tratamento pacientes desde a alta hospitalar até o retorno às atividades diárias. O professor Fabrício José Jassi, diretor do CCS e um dos coordenadores do projeto, lembra que pacientes em recuperação, independentemente de terem sido acometidos por uma forma leve, moderada ou grave da doença, hospitalizados ou não, convivem com incertezas sobre o futuro.

“Muitos pacientes têm tido agravamento de suas condições de saúde justamente pelo medo, pela insegurança, incerteza do que será daqui para frente, pelas restrições físicas e funcionais”, alerta o professor. O projeto irá acompanhar o paciente, abordando várias dimensões, não só física, mas também emocional. “Dando segurança aos pacientes, a gente evita que sequelas fiquem, minimizando gastos com Saúde. Fazer intervenção precoce pode evitar condições que possam ser resolvidas com rapidez se estendam e se torne um problema crônico”, concluiu Fabrício.

Coordenam também o projeto os professores Simone Cristina Castanho Sabaini de Melo, Tiago Tsunoda Del Antonio, Sibelli Olivieri Parreiras e Mahara-Daian Garcia Lemes Proença.

Contato

Pacientes interessados em participar do projeto podem entrar em contato pelos telefones  (43) 3525-7316 ou (43) 99981-5194 (WhatsApp) do Núcleo de Estudos e Enfrentamento da Covid-19, ou por meio das Ubs da Vila Setti, Panorama ou Jardim São Luiz.

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