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16/07/2021 às 21h04min - Atualizada em 17/07/2021 às 00h00min

Pesquisadores identificam dois novos grupos de muriquis-do-sul, macacos ameaçados de extinção; VÍDEO

Espécie vive na Mata Atlântica e, segundo pesquisadores, no Paraná existem 66 animais.

G1 - Norte, Nordeste PR
https://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2021/07/16/pesquisadores-identificam-dois-novos-grupos-de-muriquis-do-sul-macacos-ameacados-de-extincao-video.ghtml

Espécie vive na Mata Atlântica e, segundo pesquisadores, no Paraná existem 66 animais. Dois novos grupos de muriquis-do-sul são encontrados no Paraná
Dois novos grupos da espécie muriquis-do-sul foram encontrados de Cerro Azul, na região Metropolitana de Curitiba. A descoberta foi divulgada pelo Lactec nesta sexta-feira (15).
Um deles foi identificado em janeiro – nove animais foram registrados em uma comunidade rural da região – e o outro foi visto em abril, com aproximadamente seis indivíduos.
Muriquis-do-sul é uma espécie de macaco que está ameaçada de extinção. O lar destes primatas é a Mata Atlântica e, de acordo com os pesquisadores, existem 66 animais vivos no recorte paranaense do bioma.
Espécie está ameaçada de extinção.
Romulo Silva
O primeiro registro da espécie no Paraná foi há quase vinte anos, em 2002, na região de Castro, nos Campos Gerais do estado. O segundo grupo de macacos foi localizado em 2016, em uma área de mata na cidade de Doutor Ulysses, na Região de Curitiba.
Segundo a Lista de Espécies Ameaçadas do Instituto Chico Mendes de Conservação da Natureza (ICMBio), restam aproximadamente apenas 1.300 muriquis-do-sul vivendo na natureza, sendo que 66 estão no Paraná.
Conservação
O Projeto de Conservação dos Monos no Paraná, desenvolvido pelo Lactec, mapeia a presença da espécie nas porções de Mata Atlântica do estado para que sejam realizados trabalhos que permitam tirá-la na lista de animais em extinção.
Os pesquisadores reúnem dados sobre a distribuição geográfica, informações de como cada grupo vive e características demográficas, como o número de fêmeas e machos e as respectivas idades.
Os muriquis-do-sul podem chegar a pesar 15 kg e medir cerca de 1 metro e meio. O animal é considerado o maior primata do continente americano.
A espécie é uma das mais importantes para a restauração da floresta, pois, por possuírem uma dieta rica em frutos nativos, eles dispersam sementes, principalmente de árvores de grande porte.
Muriquis-do-sul também são conhecidos como mono-carvoeiros.
Robson Hack
A notícia dos novos grupos é boa, mas, segundo Robson Hack, biólogo do Lactec e coordenador do projeto, vem com um alerta.
"Tratam-se de novos registros de uma das espécies de primatas mais ameaçadas do mundo. Ainda há grandes lacunas de conhecimento sobre a sua distribuição geográfica, suas áreas de ocorrência, as condições do habitat e também de saúde dos grupos. Somente identificando esses locais e levantando essas informações é que a gente vai poder propor ações de conservação em longo prazo”, afirma Hack.
Muriquis são considerados os "jardineiros da floresta", porque com a dieta rica em frutos nativos dispersam sementes
Robson Hack
Para localizar os muriquis-do-sul, o Lactec utiliza drones, uma vez que as imagens aéreas permitem que os especialistas analisem características ecológicas dos fragmentos florestais, verifiquem suas formas e localizem ameaças à biodiversidade local, como abertura de estradas, queimadas e desmatamento ilegal.
Por terem um papel importante na dispersão de sementes na floresta, a preservação dos muriquis-do-sul está fortemente ligada à conservação da Mata Atlântica, que é, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), um dos biomas mais ricos em biodiversidade e também um dos mais ameaçados.
Dados do Instituto apontam que do território original de 1,3 milhão de quilômetros quadrados, restam apenas 12%.
“As pressões sobre as áreas de floresta nativa estão cada vez maiores e muitas áreas estão sendo transformadas em pastagens. Até o momento, os monos não estão presentes em nenhuma unidade de conservação dos governos estadual ou federal no Paraná, então as ações de proteção das florestas nativas com a presença da espécie são urgentes”, explica Robson Hack.
Instituto Chico Mendes indica que existem apenas 1.300 muriquis-do-sul vivendo livres na natureza.
Robson Hack
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*Mariah Colombo, com supervisão de Bibiana Dionísio.

Fonte: https://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2021/07/16/pesquisadores-identificam-dois-novos-grupos-de-muriquis-do-sul-macacos-ameacados-de-extincao-video.ghtml
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