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21/07/2021 às 18h15min - Atualizada em 22/07/2021 às 00h00min

Ex-marido e amigo viram réus pelo feminicídio de Ana Campestrini, em Curitiba

Justiça também converteu as prisões temporárias dos acusados em preventivas, ou seja, por tempo indeterminado. Mulher foi morta a tiros quando chegava em casa, em 22 de junho.

G1 - Norte, Nordeste PR
https://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2021/07/21/ex-marido-e-amigo-viram-reus-pelo-feminicidio-de-ana-campestrini-em-curitiba.ghtml

Justiça também converteu as prisões temporárias dos acusados em preventivas, ou seja, por tempo indeterminado. Mulher foi morta a tiros quando chegava em casa, em 22 de junho. Mulher é executada a tiros por motociclista em Curitiba, diz polícia
O ex-marido de Ana Campestrini, Wagner Oganauskas, e um amigo dele, Marcos Antonio Ramon, viraram réus por feminicídio. A juíza Mychelle Pacheco Cintra Stadler, da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Curitiba, aceitou a denúncia do Ministério Público do Paraná (MP-PR) nesta quarta-feira (21).
A mulher foi morta a tiros quando chegava em casa, em 22 de junho deste ano. Segundo a denúncia, Oganauskas pagou R$ 38 mil para que Ramon executasse a ex-companheira.
Extratos mostram pagamento a suspeito por execução, diz polícia
Conforme a decisão desta quarta, os dois vão responder por homicídio qualificado por ter sido cometido mediante pagamento de recompensa, recurso que impossibilitou a defesa da vítima e também por feminicídio.
Os dois tiveram as prisões temporárias convertidas em preventivas - por tempo indeterminado. Em nota, os advogados informaram apenas que os acusados estão à disposição da Justiça.
Ramon e um funcionário dele, Felipe Wada, também se tornaram réus por fraude processual. De acordo com o MP-PR, os dois apagaram mensagens de celular que tratavam sobre o crime. O G1 tenta contato com a defesa de Wada.
"Destarte, da prova produzida até o presente momento, denota-se que há indícios de autoria em desfavor dos denunciados", diz trecho da decisão.
Ana Campestrini tinha 39 anos e foi morta a tiros, em Curitiba
Reprodução/RPC
Na denúncia, a promotoria aponta que o crime foi cometido por lesbofobia. Segundo as investigações, Wagner e Ana se divorciaram após a vítima assumir ser homossexual.
O caso
Imagens de câmeras de segurança, divulgadas pela Polícia Civil, mostram um motociclista seguindo o carro de Ana Paula no dia do crime.
Nos dois vídeos divulgados é possível ver primeiro o momento em que o carro de Ana Paula sai do clube onde tinha ido. Depois, em outra rua, o veículo passa e em seguida a moto vai atrás. Veja o vídeo abaixo.
Motociclista seguiu carro de mulher antes de executá-la em Curitiba
No dia da execução, Ana Paula foi até o clube onde o ex-marido é presidente para fazer uma carteirinha que permitia acompanhar o treino dos filhos, que viviam com o pai.
A mulher estava separada havia cerca de quatro anos do marido. Segundo a polícia, ela tinha difícil acesso aos filhos.
Ao deixar o local, Ana foi seguida pela motocicleta vermelha que aparece no vídeo por cerca de 15 minutos, durante todo o trajeto, de acordo com as investigações.
Quando a vítima chegou à entrada do condomínio onde morava, o homem na moto parou ao lado do carro dela e atirou 14 vezes.
A RPC teve acesso a imagens de câmeras de segurança que mostram o momento em que Marcos Ramon retornou para casa, após os disparos.
Laudos periciais
Nas imagens, é possível ver o suspeito apenas com uma blusa preta, sem a jaqueta utilizada quando os disparos foram efetuados.
Laudos periciais obtidos com exclusividade pela RPC apontam que as imagens analisadas da roupa e da moto utilizadas na execução de Ana Paula Campestrini reforçam a hipótese de que Marcos Ramon, amigo do ex-marido da vítima, é o autor dos disparos.
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Fonte: https://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2021/07/21/ex-marido-e-amigo-viram-reus-pelo-feminicidio-de-ana-campestrini-em-curitiba.ghtml
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