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22/07/2021 às 18h24min - Atualizada em 23/07/2021 às 00h00min

'Toda família percebe a falta que ele faz', diz irmão de engenheiro que morreu em desabamento de laje, em Foz do Iguaçu

Acidente que deixou dois mortos e três feridos completou três meses nesta quinta-feira (22). Segundo a Polícia Civil, perícia para identificar causa do desabamento não foi concluída.

G1 - Norte, Nordeste PR
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Acidente que deixou dois mortos e três feridos completou três meses nesta quinta-feira (22). Segundo a Polícia Civil, perícia para identificar causa do desabamento não foi concluída. Desabamento de laje em Foz do Iguaçu completa três meses
O desabamento de uma laje em uma obra em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, completou três meses, nesta quinta-feira (22), e a perícia não foi concluída, segundo a Polícia Civil. O acidente deixou dois mortos e três feridos.
Luciano Henrique Alves Klein Schmitt, de 43 anos, foi um dos engenheiros que ficaram soterrados e morreram no acidente. Ele deixou a esposa e três filhos, de dois, 14 e 17 anos, segundo o irmão Rodolfo Kleinschmit.
"Estamos nesses 90 dias levando com bastante fé e seguindo adiante. O Luciano, como pai, era um exemplo, sempre presente. Ele não saía sem estar junto com a família. Cada um dos filhos sabem bem o pai carinhoso que eles tinham, um pai bem correto. Era um bom irmão. Morreu trabalhando e, durante todo esse tempo, toda família percebe a falta que ele faz."
Segundo a assessoria da Polícia Civil, o delegado Carlos Eduardo Pezzette Loro informou que o inquérito do caso deve ser concluído nos próximos dias, pois ainda há diligências para serem feitas.
Após o desabamento, três funcionários também ficaram feridos. Dentre eles, dois receberam alta no mesmo dia, mas um deles teve uma fratura grave e segue em recuperação em casa. Até esta quinta-feira, ele dependia da família para se movimentar.
Luciano teve dois filhos e uma filha, em Foz do Iguaçu
Arquivo pessoal/Imagem autorizada
A família de Luciano tem uma construtora no Paraguai há 40 anos.
Entretanto, com o fechamento da Ponte Internacional da Amizade durante a pandemia, ele abriu uma empresa no Brasil. A obra do desabamento era a terceira que ele realizava no país.
"Para toda família está sendo bem difícil, principalmente para as crianças. A gente vê a falta que eles sentem do pai e essas coisas não tem como remediar", disse o irmão da vítima.
Investigação
De acordo com Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-PR), a investigação do acidente está em andamento.
O órgão tem analisado o relatório fotográfico e o projeto da obra, para verificar se houve falhas e que tipo de erros ocorreram.
Segundo o gerente regional do Crea, Geraldo Canci, pelo relatório analisado, a estrutura apresentava fissuras. Entretanto, a investigação apura se isso já existia ou foi provocada pelo desabamento.
"O Crea faz todo um levantamento e a instrução do processo. Ainda estamos nessa fase de instrução de processo que, além da documentação que o Crea faz o levantamento na obra, ele faz a junção desse processo à documentação da Defesa Civil, da Polícia Criminalística, que também fazem toda perícia na obra."
O órgão informou ainda que casos parecidos como esse podem durar até dois anos.
"A gente se encontra nessa fase de instrução do processo, em que a gente está oficiando os envolvidos. Como é um processo em que as pessoas tem que respeitar, tem que ser respeitado os prazos da ampla defesa a todos envolvidos, você oficia, por isso é um processo um pouco longo", disse o diretor.
Se for identificado que algum profissional de engenharia teve culpa nessa queda, conforme o Crea, ele poderá ter o registro suspenso por até cinco anos.
Conforme a Conesul, que é a responsável pela estrutura da obra, não foi identificada nenhuma falha ou defeito nas peças pré-moldadas que pudesse comprometer a estrutura ou que possa ter ocasionado o acidente.
A empresa disse ainda que aguarda a conclusão do laudo da perícia criminalística, mas informou que levantamentos efetuados pela equipe técnica deles constataram que a capa da laje estava sendo executada em desacordo com o projeto fornecido pela Conesul.
Havia excesso de concreto na parte que desabou, segundo eles, e as taliscas que balizavam a medida de concreto apontavam medida de concreto de duas a três vezes maior do que em relação ao projeto fornecido pela Conesul.
Segundo a empresa, eles venderam o concreto, mas a aplicação, distribuição do concreto sobre a laje e aplicação de nivelamento não eram da responsabilidade deles.
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Fonte: https://g1.globo.com/pr/oeste-sudoeste/noticia/2021/07/22/toda-familia-percebe-a-falta-que-ele-faz-diz-irmao-de-engenheiro-que-morreu-em-desabamento-de-laje-em-foz-do-iguacu.ghtml
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