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23/07/2021 às 21h46min - Atualizada em 24/07/2021 às 00h00min

Justiça condena 14 policiais rodoviários estaduais acusados de cobrar propina em estradas do Paraná

Caso ocorreu em 2018, depois de uma investigação do Gaeco. Todos foram condenados por organização criminosa, e parte deles também por concussão, peculato e falsidade ideológica.

G1 - Norte, Nordeste PR
https://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2021/07/23/justica-condena-14-policiais-rodoviarios-estaduais-acusados-de-cobrar-propina-em-estradas-do-parana.ghtml

Caso ocorreu em 2018, depois de uma investigação do Gaeco. Todos foram condenados por organização criminosa, e parte deles também por concussão, peculato e falsidade ideológica. Justiça condena policiais rodoviários estaduais por organização criminosa
Quatorze ex-policiais rodoviários estaduais acusados de cobrar propina de motoristas na região sudoeste do Paraná foram condenados por organização criminosa. O julgamento no Tribunal do Júri de Curitiba começou às 9h de quinta-feira (22) e terminou por volta das 19h desta sexta-feira (23).
O caso ocorreu em 2018, depois de uma investigação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Relembre mais abaixo.
Dos 15 réus do processo, 14 foram julgados. Um deles terá o julgamento em outra data porque o advogado de defesa testou positivo para Covid-19.
Anteriormente, os policiais foram julgados administrativamente pela corporação e, agora, passaram pelo julgamento na esfera criminal.
Todos os 14 réus foram condenados por organização criminosa, sendo que 11 deles também por concussão - quando se exige ilegalmente valores no exercício da função -, três por peculato, dois por falsidade ideológica e dois por prevaricação. Confira, abaixo, as penas de cada um:
Paulo Gonçalves Farias foi condenado por organização criminosa, peculato apropriação, falsidade ideológica, prevaricação e concussão. A pena é de 19 anos, 11 meses e 24 dias de prisão e 28 dias-multa.
Juliano Siliprandi dos Santos foi condenado por organização criminosa e peculato apropriação. A pena é de 12 anos e 8 meses de prisão e 23 dias-multa.
Carlos Eduardo Rodrigues de Oliveira foi condenado por organização criminosa e peculato apropriação. A pena é de 10 anos e 4 meses de prisão e 18 dias-multa.
Lisiane Carla Bokorni foi condenada por organização criminosa e concussão. A pena é de 14 anos e 2 meses e 27 dias-multa.
Antenor Antonio Garda foi condenada por organização criminosa, concussão e prevaricação. A pena é de 11 anos, 7 meses de prisão e 18 dias de prisão e 23 dias-multa.
Paulo Maurício foi condenada por organização criminosa e concussão. A pena é de 13 anos e 4 meses de prisão e 23 dias-multa.
Sérgio André foi condenada por organização criminosa e concussão. A pena é de 11 anos e 4 meses de prisão e 23 dias-multa.
Marcio Kraemer foi condenada por organização criminosa e concussão. A pena é de 13 anos e 4 meses de prisão e 23 dias-multa.
Silvano Fabio de Souza foi condenada por organização criminosa e concussão. A pena é de 10 anos e 8 meses de prisão e 23 dias-multa.
Vanderlei Waterkemper foi condenada por organização criminosa e concussão. A pena é de 11 anos e 4 meses de prisão e 23 dias-multa.
Ilson Timotio Lima dos Santos foi condenada por organização criminosa, concussão e falsidade ideológica. A pena é de 12 anos, 6 meses e 15 dias de prisão e 23 dias-multa.
James de Souza foi condenada por organização criminosa. A pena é de 6 anos e 8 meses de prisão e 23 dias-multa.
Gefferson Rodrigues Maria foi condenada por organização criminosa e concussão. A pena é de 10 anos e 8 meses de prisão e 23 dias-multa.
Cleverson Adriano Graebim foi condenada por organização criminosa e concussão. A pena é de 10 anos e 8 meses de prisão e 23 dias-multa.
Eles podem recorrer da decisão. O G1 tenta contato com a defesa dos citados.
14 policiais rodoviários réus por cobrar propina em estradas do Paraná são condenados
RPC Foz do Iguaçu/Reprodução
O júri
Como o caso envolve ex-militares, o procedimento ocorreu de forma diferente. As oitivas das testemunhas de defesa e de acusação, além dos réus, aconteceram em outros momentos do processo.
Por isso, o julgamento que chegou ao fim nesta sexta foi apenas para debate entre as partes.
O julgamento não foi um júri popular, uma vez que são quatro juízes militares e um juiz de direito. Os quatro militares foram definidos por um sorteio: um major, um capitão, um primeiro-tenente e um segundo-tenente.
O Ministério Público do Paraná (MP-PR) pedia a condenação dos réus pelos crimes de concussão, peculato, organização criminosa, falsidade ideológica, prevaricação e violação do sigilo funcional.
Começa o julgamento de 14 Ex-policiais rodoviários
Flagrantes
Logo após a deflagração da Operação "Manus Capio", vídeos divulgados em fevereiro de 2018 por investigadores do Gaeco mostram os policiais contando dinheiro várias vezes.
Nas imagens, é possível ver os policiais tirando o dinheiro da própria farda e guardando no boné da corporação. Em um dos casos, o resultado da contagem agrada a um dos policiais: "deu bom o plantãozinho, hein?".
Nas imagens, é possível ver os policiais tirando o dinheiro da própria farda e guardando no boné da corporação
Reprodução/RPC
Os policiais foram monitorados por escutas telefônicas e por uma câmera instalada em um dos carros da Polícia Rodoviária Estadual com autorização da Justiça.
As gravações apontam que os policiais recebiam dinheiro dos motoristas para não multar veículos com irregularidades, além de liberar a passagem de caminhões com restrição de circulação e não fiscalizar cargas.
O MP também apresentou imagens feitas por um investigador infiltrado em um ônibus de sacoleiros. Ele registrou o que indicava ser mais um pagamento de propina.
O MP também apresentou imagens feitas por um investigador infiltrado em um ônibus de sacoleiros
Reprodução/RPC
Parte de propina a policiais rodoviários estaduais era paga em pizza, diz MP
Em julho do ano passado, 13 dos policiais acusados foram expulsos da corporação após o julgamento administrativo.
No documento, o Comando Geral da Polícia Militar disse que concordava com a decisão da comissão processante que julgou procedente a maioria dos fatos e considerou que as provas apresentadas pelo Gaeco evidenciavam que os policiais rodoviários estaduais cometeram atos infracionais "contra a honra e o decoro da PM".
Uma policial pediu exoneração antes de ser expulsa, outro não chegou a ser julgado por conta de uma ação de nulidade e um terceiro foi absolvido de uma única acusação.
Justiça determina que três policiais suspeitos de cobrar propina em estradas deixem a prisão
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Fonte: https://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2021/07/23/justica-condena-14-policiais-rodoviarios-estaduais-acusados-de-cobrar-propina-em-estradas-do-parana.ghtml
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