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27/07/2021 às 22h16min - Atualizada em 28/07/2021 às 00h00min

Três réus por duplo homicídio em posto de combustíveis envolvendo dívida por pedras preciosas vão a júri popular

Um advogado e um amigo foram mortos a tiros durante cobrança de uma dívida de R$ 480 mil; crime aconteceu no dia 11 de junho do ano passado, no Centro de Curitiba.

G1 - Norte, Nordeste PR
https://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2021/07/27/tres-reus-por-duplo-homicidio-em-posto-de-combustiveis-envolvendo-divida-por-pedras-preciosas-vao-a-juri-popular.ghtml

Um advogado e um amigo foram mortos a tiros durante cobrança de uma dívida de R$ 480 mil; crime aconteceu no dia 11 de junho do ano passado, no Centro de Curitiba. Dois homens morreram após serem baleados em posto de combustíveis
Reprodução
A Justiça determinou que os três réus pela morte de duas pessoas a tiros dentro da loja de conveniências de um posto de combustíveis, em Curitiba, por causa da cobrança de uma dívida de R$ 480 mil em pedras preciosas, vão a júri popular.
O crime aconteceu no dia 11 de junho do ano passado, no Centro de Curitiba. O advogado Igor Kalluff, de 40 anos, e o amigo e motoboy Henrique Mendes Neto, de 38 anos, foram mortos a tiros.
A decisão, desta terça-feira (27), é do juiz Daniel Ribeiro Surdi de Avelar, da 2ª Vara do Tribunal do Júri da Região Metropolitana de Curitiba.
Os acusados são:
Bruno Ramos Caetano, suspeito de ser o mandante do crime
Ilson Bueno de Souza Júnior, suspeito de ser um dos atiradores
André Bueno de Souza, suspeito de ser um dos atiradores
De acordo com a decisão, eles serão julgados por homicídio qualificado por motivo torpe. Ao mandar os réus ao Tribunal do Júri, a Justiça retirou duas qualificadoras: recurso que dificultou a defesa da vítima e perigo comum.
Conforme o documento, Ilson Bueno de Souza e André Bueno de Souza têm o direito de recorrer em liberdade.
Em relação a Bruno Ramos Caetano, a Justiça optou pela manutenção da prisão domiciliar e a necessidade de cumprimento das medidas cautelares.
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Investigação
Segundo as investigações, o advogado morto no posto foi contratado por um ourives para negociar uma dívida de R$ 480 mil em pedras preciosas com o empresário Bruno Ramos.
De acordo com a Polícia Civil, Bruno devia o valor ao ourives, que contratou o advogado para fazer a cobrança da dívida.
O encontro no posto, de acordo com as investigações, foi marcado para falar sobre o pagamento da dívida. O vendedor de pedras preciosas era considerado testemunha sigilosa da polícia, e prestou dois depoimentos.
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Dois homens morrem após serem baleados, em posto de combustíveis
Imagens de uma câmera de segurança da loja de conveniência do posto mostram os denunciados e o momento do crime. Assista ao vídeo acima.
De acordo com a denúncia, foram disparados pelo menos 15 tiros contra as vítimas.
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O empresário Bruno Ramos foi preso na madrugada do dia 12 de junho, na casa da mãe dele, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.
Em depoimento, ele disse que o crime não foi premeditado, mas segundo a Polícia Civil, o homem se contradisse nos depoimentos que prestou.
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Os irmãos, suspeitos indiciados como autores dos assassinatos, também foram presos. Eles foram localizados pela polícia no bairro Pinheirinho, em Curitiba. Na delegacia, eles preferiram ficaram em silêncio.
O que dizem os citados
O advogado Claudio Dalledone, que defende Bruno Ramos Caetano, afirmou que "o caso terá julgamento pelo seu juiz natural, no caso, o Tribunal do Júri sem duas qualificadoras da narrativa acusatória que não prevaleceu".
O advogado Nilton Ribeiro, que defende os réus Ilson e André, afirmou que a decisão está de acordo com o que foi pedido pela defesa.
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Fonte: https://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2021/07/27/tres-reus-por-duplo-homicidio-em-posto-de-combustiveis-envolvendo-divida-por-pedras-preciosas-vao-a-juri-popular.ghtml
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