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19/08/2021 às 22h22min - Atualizada em 20/08/2021 às 00h00min

Ex-presidente da Econorte e mais cinco pessoas viram réus por peculato e lavagem de dinheiro

Denúncia da Operação Integração aponta pagamentos que somaram mais de R$ 500 mil para agentes públicos por meio de contratos parcialmente fictícios e emissão de notas falsas.

G1 - Norte, Nordeste PR
https://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2021/08/19/ex-presidente-da-econorte-e-mais-cinco-pessoas-viram-reus-por-peculato-e-lavagem-de-dinheiro.ghtml

Denúncia da Operação Integração aponta pagamentos que somaram mais de R$ 500 mil para agentes públicos por meio de contratos parcialmente fictícios e emissão de notas falsas. A operação é um desdobramento da Lava Jato e investiga fraudes em contratos e aditivos envolvendo a concessão de rodovias no Paraná
Reprodução/RPC
O ex-diretor-presidente da concessionária Econorte Hélio Ogama e mais cinco pessoas se tornaram réus pelos crimes de peculato e lavagem de dinheiro em um processo da Operação Integração, do Ministério Público Federal (MPF).
A denúncia, do início de agosto, foi aceita pelo juiz substituto Paulo Sérgio Ribeiro, da 23ª Vara da Justiça Federal de Curitiba, na terça-feira (17). A operação é um desdobramento da Lava Jato e investiga fraudes em contratos e aditivos envolvendo a concessão de rodovias no Paraná.
O MPF relata a geração de dinheiro em espécie por meio de contratos parcialmente fictícios e emissão de notas falsas. O dinheiro era para o pagamento de agentes públicos e políticos do Paraná por parte da concessionária para a manutenção dos contratos de concessão de pedágios.
Confira quem são os réus:
Hélio Ogama (colaborador): ex-diretor-presidente da Econorte
Hugo Ono (colaborador): ex-gerente de controladoria da Econorte
Daniel Ramos Victorino: ex-diretor financeiro da Econorte
João Marafon Júnior: advogado da Econorte
Luiz Eduardo Angelo: sócio da LL Systems
Florinda Aparecida Fabian Angelo: sócia da LL Systems
O G1 tenta contato com as defesas dos citados.
Os procuradores pedem a condenação dos réus com prisão e multa de, no mínimo, R$ 516,9 mil, além de bloqueio de bens.
Esquema em contrato
Conforme a denúncia, em setembro de 2013, Ogama e Luiz Eduardo se encontraram em Guarapuava, na região central do Paraná, e acertaram que no próximo contrato entre a empresa LL Systems e a concessionária, seria acrescido R$ 450 mil para devolução em espécie para a concessionária.
Em outubro do mesmo ano, as empresas firmaram o contrato de prestação de serviços especializados de desenvolvimento de sistema digital de voz e dados, no valor de R$ 3,4 milhões.
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A denúncia aponta 10 pagamentos supostamente superfaturados realizados pela Econorte em favor da LL Systems, realizados entre outubro de 2013 e abril de 2015.
"No contexto de cada pagamento, a denúncia também relatou a participação de cada acusado nos atos subsequentes que teriam sido praticados com a finalidade de devolver valores em espécie a agentes da concessionária", diz trecho da aceitação da denúncia.
Em valores atualizados, conforme o MPF, o valor gerado com o contrato foi de R$ 516,9 mil. O dinheiro foi entregue pessoalmente, em diversas prestações, aos funcionários da Econorte. Um dos réus que firmaram acordo de delação confessou as práticas ilegais.
A denúncia do MPF conta com 53 anexos relacionados à investigação, depoimentos de colaboradores e de réus, o contrato assinado entre as empresas, notas fiscais, dados bancários, fiscais e telefônicos, além de e-mails trocados à época dos fatos.
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Fonte: https://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2021/08/19/ex-presidente-da-econorte-e-mais-cinco-pessoas-viram-reus-por-peculato-e-lavagem-de-dinheiro.ghtml
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