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19/08/2021 às 21h45min - Atualizada em 20/08/2021 às 00h00min

Justiça manda soltar acusado de ser mandante da morte de fiscal de combustíveis em Curitiba

Segundo o MP-PR, Onildo Chaves Córdova mandou matar o empresário Fabrizzio Machado, em 2017. Réu havia sido preso na terça-feira (17).

G1 - Norte, Nordeste PR
https://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2021/08/19/justica-manda-soltar-acusado-de-ser-mandante-da-morte-de-fiscal-de-combustiveis-em-curitiba.ghtml

Segundo o MP-PR, Onildo Chaves Córdova mandou matar o empresário Fabrizzio Machado, em 2017. Réu havia sido preso na terça-feira (17). Justiça revoga prisão de Onildo de Córdoba
O desembargador Nilson Mizuta, da Primeira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), revogou no fim da tarde desta quinta-feira (19) a prisão de Onildo Chaves Córdova, acusado de ter mandado matar o fiscal de combustíveis Fabrizzio Machado, em Curitiba.
Córdova foi preso na terça-feira (17) por decisão de ofício do juiz Thiago Flôres Carvalho, da Primeira Vara do Júri de Curitiba, que entendeu que o réu tentou interferir na produção de provas do caso. Já Mizuta entendeu que a prisão precisaria ter sido solicitada pela polícia ou pelo Ministério Público, o que não aconteceu.
Fabrizzio foi morto a tiros em 2017, aos 34 anos, quando chegava em casa, em Curitiba. À época, o empresário presidia a Associação Brasileira de Combate a Fraudes de Combustíveis (ABCFC).
No dia 12 de agosto, a Justiça condenou duas pessoas acusadas de envolvimento na morte de Fabrizzio. Apesar disso, Córdova foi retirado do júri após um recurso atendido pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).
A defesa do acusado argumentou que o réu deveria ser julgado separadamente dos demais, pois possui recursos pendentes em instâncias superiores da Justiça.
Segundo o MP-PR, Onildo Chaves Córdova mandou matar o empresário Fabrizzio Machado, em 2017
Reprodução/RPC
Relembre o caso
Segundo a denúncia do Ministério Público do Paraná (MP-PR), Fabrizzio foi morto na época em que ajudava uma equipe de jornalistas a fazer uma reportagem sobre a fraude de combustíveis em São Paulo, Paraná e Santa Catarina.
Três horas antes de ser assassinado, ele havia feito o último contato com os repórteres.
Conforme a denúncia, Onildo Chaves de Córdova, dono de um posto de combustíveis, encomendou a morte de Fabrizzio.
De acordo com a decisão, um homem recebeu a oferta de aproximadamente R$ 20 mil para matar a vítima.
Os executores do assassinto foram até as proximidades da casa do empresário e, quando ele chegava em casa de carro, por volta das 22h, os dois bateram na traseira do veículo da vítima, conforme a investigação.
Fabrizzio Machado da Silva, morto em 2017, presidia a Associação Brasileira de Combate a Fraudes de Combustíveis
Reprodução/RPC
Ao sair do veículo, para ver o que tinha acontecido, Fabrizzio foi atingido por tiros, sem chance de defesa. Uma câmera de segurança registrou o momento do crime.
Vídeo mostra empresário sendo assassinado em frente à própria casa em Curitiba
Em seguida, os dois acusados fugiram do local. No dia seguinte, o carro usado por eles foi encontrado queimado na Região Metropolitana de Curitiba.
Dois dias depois da morte de Fabrizzio, em 25 de março, a Polícia Civil deflagrou a Operação Pane Seca, que fechou nove postos de combustíveis em Curitiba e na Região Metropolitana e prendeu seis pessoas.
Um dos postos alvos da operação pertence a Córdova, acusado de ser o mandante do assassinato.
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Fonte: https://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2021/08/19/justica-manda-soltar-acusado-de-ser-mandante-da-morte-de-fiscal-de-combustiveis-em-curitiba.ghtml
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