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25/08/2021 às 21h05min - Atualizada em 26/08/2021 às 00h50min

Paciente em tratamento de câncer defende dose de reforço contra Covid-19: 'Se vier, sou a primeira da fila para tomar'

Enfermeira aposentada, de Curitiba, aguarda imunização anunciada pelo Ministério da Saúde com mais uma dose em setembro para pessoas acima de 70 anos e imunossuprimidos.

G1 - Norte, Nordeste PR
https://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2021/08/25/paciente-em-tratamento-de-cancer-defende-dose-de-reforco-contra-covid-19-se-vier-sou-a-primeira-da-fila-para-tomar.ghtml

Enfermeira aposentada, de Curitiba, aguarda imunização anunciada pelo Ministério da Saúde com mais uma dose em setembro para pessoas acima de 70 anos e imunossuprimidos. Enfermeira aposentada Zilda Carboneira, de 59 anos, disse estar animada para receber dose de reforço da vacina contra a Covid-19
Zilda Carboneira/arquivo pessoal
O anúncio da aplicação de uma dose de reforço da vacina contra a Covid-19 no Brasil, feito nesta quarta-feira (25), repercutiu entre as pessoas que fazem parte dos grupos previstos para receber a etapa do imunizante.
Para a enfermeira aposentada Zilda Carboneira, de 59 anos, a notícia trouxe animação. Ela mora em Curitiba e faz tratamento de quimioterapia contra um câncer, no Hospital Erasto Gaertner.
"Logicamente, a gente fica muito mais tranquilo sabendo que tem essa possibilidade. Como eu faço quimioterapia, sou totalmente a favor da vacina, porque a gente fica com a imunidade mais baixa, né. Se vier mais uma dose, sou a primeira da fila para tomar", disse.
Conforme informado pelo Ministério da Saúde, o público-alvo da etapa de reforço da imunização, prevista para ocorrer a partir de setembro, é formado por idosos com mais de 70 anos e pessoas com baixa imunidade (imunossuprimidos).
O grupo de imunossuprimidos inclui pessoas com câncer, pessoas vivendo com HIV, transplantados e outros pacientes com o sistema imune fragilizado, o que deixa a pessoa mais suscetível a infecções.
Ministério da Saúde recomenda dose de reforço contra a Covid-19 para alguns grupos
Segundo o Ministério, a dose de reforço é indicada para idosos que completaram o esquema vacinal há mais de seis meses. No caso dos imunossuprimidos, devem esperar 28 dias após a segunda dose.
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Zilda comentou que mora com uma filha, netos e um genro, e que a família tem redobrado os cuidados para se protegerem da Covid-19.
Ela tomou a segunda dose da vacina no início de agosto e, mesmo imunizada, tenta sair de casa o mínimo possível. Preocupação que ela gostaria que outras pessoas também tivessem.
"O que eu gostaria é que o povo se conscientizasse de que precisamos da vacina: uma dose, duas doses, três doses. Vamos colocar máscara, vamos usar álcool gel, manter distanciamento, mas o povo não quer saber", lamentou.
A aposentada conta que quando a imunização contra a Covid-19 começou, chegou a pensar em não comparecer para receber as doses, mas que depois percebeu a importância de buscar a imunização.
"No começo da pandemia, eu até pensei ‘não vou’. Não botei fé. Mas quando a vacina apareceu, eu fui a primeira. Fui empolgada tomar a vacina", disse.
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O Ministério da Saúde informou que as doses devem ser enviadas aos estados a partir de 15 de setembro. Nesta etapa, conforme o governo, serão aplicadas preferencialmente doses da Pfizer, mas também poderão ser utilizadas as vacinas da AstraZeneca e Janssen.
No Paraná, não houve anúncio sobre a vacinação com as doses de reforço para os dois públicos informados pelo Governo Federal.
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) informou que o Paraná segue o Plano Nacional de Imunizações. "Se a orientação for oficializada, o estado irá seguir conforme determinado pelo Ministério da Saúde", destacou a pasta.
Dose de reforço no Paraná: Sesa informou que se a orientação for oficializada, o estado irá seguir conforme determinado pelo Ministério da Saúde
Daniel Castellano/SMCS
A expectativa de Zilda por mais uma dose de proteção acompanha a ansiedade pelo controle da pandemia. A paranaense aguarda o momento seguro para poder voltar a viajar e visitar os familiares, no nordeste do país.
"Eu quero viajar. Quero ficar no sol, ir para o nordeste, tenho familiares por lá e faz muito tempo que eu não vejo ninguém de lá. Meus passeios hoje em dia são do hospital para casa, de casa para o hospital", comentou.
Dose de reforço é indicada
Conforme o ministério, a decisão pela dose de reforço foi tomada em conjunto com Conass, Conasems e a Câmara Técnica Assessora de Imunização Covid-19. Na semana passada, os diretores da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomendaram a dose de reforço em "caráter experimental", para idosos acima de 80 anos e pessoas com a imunidade comprometida que tomaram a vacina CoronaVac.
Um estudo realizado pelo Instituto do Coração (InCor) e Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) também apontou a necessidade desse reforço em pessoas com mais de 55 anos que receberam a CoronaVac.
No entanto, estudos também apontam que outras vacinas podem perder a proteção e uma dose extra pode ser necessária para algumas pessoas.
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Fonte: https://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2021/08/25/paciente-em-tratamento-de-cancer-defende-dose-de-reforco-contra-covid-19-se-vier-sou-a-primeira-da-fila-para-tomar.ghtml
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