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30/08/2021 às 13h32min - Atualizada em 30/08/2021 às 13h32min

PM diz que não sabia de grande volume de dinheiro em Araçatuba antes de ataque

Segundo secretário-executivo da corporação, quadrilha teve acesso a informação privilegiada

Band
Reprodução
A quadrilha que invadiu Araçatuba (SP) na madrugada desta segunda-feira (30) sabia que haveria muito dinheiro na cidade desde a véspera.

Em entrevista a José Luiz Datena, na Rádio Bandeirantes, o coronel Álvaro Camilo, secretário-executivo da Polícia Militar de São Paulo, disse que, embora os bandidos tivessem essa informação, a polícia não foi avisada pelos bancos.

“Informação privilegiada. Alguém passou essa informação para a marginalidade”, disse Camilo, lembrando episódios de ataques semelhantes no interior paulista.
 
“Também fomos pegos de surpresa em Botucatu e Ourinhos. Havia grande volume financeiro e a polícia não sabia. A ideia agora é conversar muito com a área federal, principalmente Banco Central e Banco do Brasil, para que evitem esses volumes, ou avisem a polícia de São Paulo”, completou.
 


Entenda o caso

A partir das 23h50 de domingo (29), dezenas de criminosos ocuparam regiões do município com explosivos e armas de grosso calibre, como fuzis e metralhadoras. Nas horas seguintes, roubadas três agências bancárias.

Segundo testemunhas, eram pelo menos 30 criminosos. Durante mais de duas horas houve troca de tiros com os policiais. A sede de um Batalhão da Polícia Militar também foi atacada.

Ao longo da madrugada, moradores de Araçatuba viraram reféns nas mãos do bando. Para evitar disparos policias, a quadrilha chegou a usar os reféns como escudos humanos. Alguns deles foram colocados sobre os carros usados nos crimes.

A investigação aponta que dez carros e um drone foram usados pela quadrilha na ação. O grupo conseguiu fugir com uma quantia em dinheiro, mas ainda não se sabe quanto.

Na fuga, carros e caminhões em chamas foram espalhados por rodovias e entradas da cidade, de forma a atrapalhar o acesso da polícia. Além disso, um caminhão cheio de explosivos foi abandonado.

Na manhã desta segunda-feira, a polícia começou a rastrear explosivos espalhados pela cidade, e que seriam ativados por sensores de movimentação. Um jovem foi atingido ao se aproximar de uma das bombas e teve membros amputados.

Inicialmente, três pessoas morreram em decorrência dos ataques, e dois homens foram presos. Os moradores de Araçatuba começaram a retomar suas rotinas pela manhã, contrariando a orientação de autoridades.

Em entrevista à Rádio Bandeirantes, o prefeito de Araçatuba, Dilador Borges (PPS), disse acreditar que os fugitivos foram encurralados em regiões de plantação de cana nos limites do município.
 

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