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03/09/2021 às 18h34min - Atualizada em 06/09/2021 às 00h00min

Continental explica a importância da troca do tensor em conjunto com a correia

De acordo com especialista, falha em componente reaproveitado pode comprometer todo o sistema de sincronismo do veículo

SALA DA NOTÍCIA Continental
https://www.conti.com.br/
A manutenção de um automóvel considera diversos fatores e pode ter algumas particularidades importantes. No caso da troca de dispositivos como tensor e a correia dentada, é muito comum as oficinas oferecerem a substituição em conjunto, o que gera dúvidas em muitos proprietários. Afinal, este procedimento é o mais indicado? Segundo a Continental, empresa alemã desenvolvedora de tecnologias e serviços, a resposta é sim, mas é preciso dar explicações claras e confiáveis aos consumidores quanto ao assunto.

Existem hoje correias que são banhadas em óleo e, por isso, demandam a troca com alta quilometragem, como é o caso do Ford Ka e do Chevrolet Onix, por exemplo. Trata-se de um sistema que trabalha com uma correia, tensores e outros componentes que foram projetados para tais situações de alta quilometragem. No entanto, o sistema convencional de correias de sincronismo, que não é banhado em óleo, requer muitas vezes a troca em uma quilometragem bem mais baixa. "Isso torna impossível a comparação entre os dois sistemas, não só em relação aos materiais utilizados, mas, principalmente, quanto à durabilidade", afirma Paulo Henrique Fortes Alves, Head of Automotive Business Brazil.

Mas, afinal, por que é oferecida a troca do tensor em conjunto com a correia mesmo se, aparentemente, não houver um defeito? "O reparador, assim como o dono do veículo, não consegue saber com precisão quando o tensor dará problema. Na verdade, quem tem esta previsão são os fabricantes do componente e as montadoras, e isso só é possível por meio da análise dos testes destrutivos. É com base nesses resultados que recomendamos sempre trocar o tensor em conjunto com a correia", completa Paulo Henrique.

Para o especialista, a não observância deste cuidado pode até ocasionar, futuramente, uma falha que comprometa todo o funcionamento do sistema de sincronismo. "Caso um tensor seja desmontado, remontado e comece a trabalhar em uma correia nova, e se considerarmos várias situações corriqueiras, como um novo aperto de parafusos, porca, carga ou contaminação, o componente que aparentemente estava bom pode começar a apresentar alguma irregularidade de funcionamento. Por isso, quando o reparador oferece a dupla troca, não é meramente uma questão comercial, mas, sim, a demonstração do conhecimento de que há mais chances de ocorrer uma falha em um tensor reaproveitado do que em um produto novo. Também vale destacar que, além do tensor, o sistema de sincronismo tem vários outros componentes que devem ser verificados no momento da troca da correia", conclui.
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