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16/05/2020 às 18h17min - Atualizada em 16/05/2020 às 18h17min

Não viver do passado, visar ao futuro

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Fábio Antonio Gabriel
https://www.brasilagro.com.br/conteudo/o-futuro-do-trabalho-editorial-o-estado-de-spaulo.html
              Algumas pessoas ficam presas ao passado e com isso limitam sua existência. É necessário desligar-se de acontecimentos nefastos, principalmente dos erros cometidos. Mas é errando que se aprende. Dos erros devemos extrair lições. A culpa não deve ser lembrada para remoer o sofrimento, deve servir de norte, sim, para que erros não sejam repetidos. Por que abordar tal questão? Porque muitas pessoas ficam tão presas ao passado que deixam passar despercebidas novas oportunidades no presente. Precisamos nos debruçar sobre novos projetos para o futuro.

                Algumas pessoas também se prendem a visões de mundo que tiveram no passado, mas esquecem de atualizá-las; o mundo exige pessoas que se adaptem a novas cosmovisões. Isso não quer dizer que devamos abandonar nossos princípios e valores e, sim, ressignificá-los à luz do presente. Na atualidade surgem problemas a que devemos dar uma resposta adequada segundo recursos que possuímos ou que criamos. Aquela resposta para um problema do passado nem sempre pode ser utilizada.

                Não podemos temer o novo, aquilo que é novidade sempre gera tensão em nossa vida, mas somos convidados a ousar novos projetos e ressignificar nossa existência a cada dia. Ressignificar a existência a cada dia é um desafio, mas é um projeto de vida muito importante para darmos novos ares à existência. Muitos foram perseguidos na história da humanidade quando inovaram. Como nos diz Platão, na alegoria da Caverna, é mais fácil matar quem enxerga um mundo diferente daquele dos prisioneiros de uma caverna do que conhecer o mundo fora da caverna.

                  Sair de nossas cavernas, eis o desafio. Sair da caverna do passado para enxergar o mundo como o momento de aprendizagem, sem nos esquecer da necessidade de superar novos desafios. Quem fica preso ao passado pode perder grandes oportunidade de vivenciar o novo em sua vida e procurar um sentido diferenciado para sua existência.  Quantas vezes, além de não sair de nossa caverna, de nossos preconceitos, ainda ousamos julgar o outro que pensa diferente da cosmovisão de mundo que alimentamos.

                 Enfim, pode ser que você não concorde em nada comigo até aqui. Mas, ficarei feliz se tiver proporcionado a você uma luzinha de uma reflexão sobre seu próprio sentido de vida. Somos convidados a dar um sentido para nossa vida, Você já se perguntou qual é o sentido maior da sua vida? No jogo da vida, o certo e o errado são muito subjetivos e isso não quer dizer que não exista a verdade, mas ao fato de que enxergamos o mundo a partir de nossa história de vida. E, para terminar, deixo esta máxima do filósofo Kant: “Ousa pensar por ti mesmo!” Somos convidados ao exercício da autonomia do pensamento e a ressignificar nossa existência cada vez mais, procurando dar um sentido para a vida.

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Fábio Antonio Gabriel

Fábio Antonio Gabriel

Doutor e mestre em Educação pela UEPG. Licenciado em Filosofia e Bacharel em Teologia pela PUCPR.

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